A gravidade do cenário foi sentida de perto. Ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Newark na madrugada desta sexta-feira (17), vindo do calor abafado de Atlanta — onde a Argentina carimbou seu passaporte para a final ao despachar a Inglaterra —, a reportagem do Flashscore deparou-se com um choque de realidades.
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Ainda sob o manto da noite, a fumaça era nitidamente visível no horizonte, desenhando contornos borrados sob as luzes da pista de pouso e também dos hotéis e postes localizados na parte externa do local. O ar carregado e o cheiro de queimado eram imediatos na saída do terminal, confirmando na pele as notificações de alerta das autoridades e a indicação do uso de máscaras de proteção.
Nesta quinta-feira (16), um especialista indicou ao The New York Post que passar apenas três horas respirando o ar de Nova York foi equivalente a fumar 2,5 cigarros.
A preocupação com a prática de atividades físicas nessas condições é imediata e perfeitamente justificável, mas o panorama de momento traz um tom de moderação. Em conversas com moradores locais e funcionários do aeroporto nas primeiras horas da manhã, a reportagem constatou que a percepção geral é de um cenário menos assustador.
"Já esteve muito pior", relatou um trabalhador do terminal à equipe.
Embora o incômodo seja latente, a massa de ar poluído atual é visivelmente menor e menos densa do que o cenário apocalíptico de céu completamente laranja registrado na região em crises climáticas anteriores, como a de 2023.
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Final da Copa do Mundo em risco?
Institucionalmente, o plano de contingência segue em execução máxima. A FIFA mantém um protocolo rigoroso de monitoramento em tempo real do Índice de Qualidade do Ar (AQI).
Fontes ligadas à entidade indicam que, se os índices ultrapassarem os limites de segurança para atletas de alta performance, a organização acionará medidas que vão desde paradas técnicas obrigatórias adicionais para hidratação durante as etapas até, em um cenário extremo e hoje improvável, o manejo do horário do pontapé inicial.
Por enquanto, os indicativos meteorológicos jogam a favor do espetáculo. A previsão aponta uma melhora gradual na circulação dos ventos e a chegada de chuvas para o sábado — a probabilidade de precipitações é de 90% —, o que deve "lavar" a atmosfera e garantir um céu limpo para a grande decisão no MetLife Stadium.
Treinos das seleções
A Espanha treinou sob a névoa seca nesta quinta-feira (16) sem relatar queixas à entidade. Nesta sexta, a equipe volta a trabalhar com portões fechados, assim como a Argentina, que treina em Morristown, antigo centro de treinamentos utilizado pela Seleção Brasileira durante a Copa. A programação da FIFA prevê ainda atividades abertas à imprensa de ambas as finalistas neste sábado, na véspera da decisão.
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