Ir para o conteúdo principal

Em crise, Infantino procura apoio de Trump após plano comercial da FIFA ser desfeito

Gianni Infantino posa ao lado de Donald Trump
Gianni Infantino posa ao lado de Donald TrumpALEXANDRE MARTINS / ALEXANDRE MARTINS / DPPI VIA AFP

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, está à procura do respaldo da administração liderada por Donald Trump após a crescente rejeição do plano de vender participação nos direitos comerciais da Copa do Mundo, segundo informou o New York Post nesta segunda-feira (3), citando fontes próximas do assunto.

O Post informou que Infantino tentou por diversas vezes, sem sucesso, contactar por telefone o presidente dos EUA desde que a proposta caiu por terra na sexta-feira (31), e que o dirigente máximo da FIFA sentiu-se "isolado" devido à avalanche de cobertura midiática negativa.

O jornal norte-americano acrescentou ainda que o ítalo-suíço agendou conversas privadas com o secretário de Estado, Marco Rubio, e que duas fontes próximas do processo confirmaram que o presidente do organismo máximo do futebol vai ter uma chamada com o principal diplomata norte-americano.

As críticas intensificaram-se após a sua tentativa sem sucesso de separar os ativos comerciais do organismo que rege o futebol mundial numa jogada avaliada em US$ 20 milhões de dólares (R$ 102 milhões), apoiada por investidores privados, entre os quais se encontrava Josh Kushner, irmão do genro de Donald Trump.

A FIFA não comentou de imediato, enquanto a Casa Branca também não respondeu de imediato ao pedido de comentário da Reuters.

Projeto efêmero

O plano da FIFA era obter até US$ 4,2 milhões (R$ 21,4 milhões) de investidores privados através da venda de aproximadamente 20% de participação numa nova entidade responsável por supervisionar competições como a Copa acabou por ser retirado na sexta-feira, após forte oposição dos envolvidos.

Com a ideia descartada, a atenção agora se volta para as possíveis consequências para Infantino, cuja candidatura a um novo mandato como presidente da FIFA de 2027 a 2031 subiu no muro após o fracasso da iniciativa.

A Federação do País de Gales foi a primeira a retirar oficialmente o seu apoio a Infantino, enquanto a Inglaterra, segundo relatos, estará prestes a fazer o mesmo, juntamente com várias outras federações europeias.