O Post informou que Infantino tentou por diversas vezes, sem sucesso, contactar por telefone o presidente dos EUA desde que a proposta caiu por terra na sexta-feira (31), e que o dirigente máximo da FIFA sentiu-se "isolado" devido à avalanche de cobertura midiática negativa.
O jornal norte-americano acrescentou ainda que o ítalo-suíço agendou conversas privadas com o secretário de Estado, Marco Rubio, e que duas fontes próximas do processo confirmaram que o presidente do organismo máximo do futebol vai ter uma chamada com o principal diplomata norte-americano.
As críticas intensificaram-se após a sua tentativa sem sucesso de separar os ativos comerciais do organismo que rege o futebol mundial numa jogada avaliada em US$ 20 milhões de dólares (R$ 102 milhões), apoiada por investidores privados, entre os quais se encontrava Josh Kushner, irmão do genro de Donald Trump.
A FIFA não comentou de imediato, enquanto a Casa Branca também não respondeu de imediato ao pedido de comentário da Reuters.
Projeto efêmero
O plano da FIFA era obter até US$ 4,2 milhões (R$ 21,4 milhões) de investidores privados através da venda de aproximadamente 20% de participação numa nova entidade responsável por supervisionar competições como a Copa acabou por ser retirado na sexta-feira, após forte oposição dos envolvidos.
Com a ideia descartada, a atenção agora se volta para as possíveis consequências para Infantino, cuja candidatura a um novo mandato como presidente da FIFA de 2027 a 2031 subiu no muro após o fracasso da iniciativa.
A Federação do País de Gales foi a primeira a retirar oficialmente o seu apoio a Infantino, enquanto a Inglaterra, segundo relatos, estará prestes a fazer o mesmo, juntamente com várias outras federações europeias.
