A FIFA já iniciou conversas com autoridades estadunidenses sobre os planos para 2029, informou o jornal inglês The Guardian nesta quinta (9).
Os co-anfitriões do Mundial ainda não se comprometeram oficialmente com uma candidatura, no entanto, porque os detalhes e os critérios do processo de seleção de sedes ainda não foram confirmados pela entidade máxima do futebol.
A empolgação dos EUA tem lastro financeiro: a FIFA praticamente dobrou seu recorde histórico de bilheteria ao vender 6,5 milhões de ingressos nesta Copa do Mundo, e a expectativa é que a entidade supere sua meta de receita de US$ 11 bilhões.
Por conta das receitas da Copa, a federação vê com excelentes olhos a possibilidade de os EUA sediarem mais um torneio, acrescentou o Guardian. Vale lembrar que uma candidatura conjunta e sem opositores entre EUA, México, Costa Rica e Jamaica para sediar a Copa do Mundo Feminina de 2031 deve ser ratificada pela FIFA ainda este ano.
A Copa do Mundo de 2026 será realizada de 11 de junho a 19 de julho na América do Norte. Veja tudo o que você precisa saber sobre o torneio:
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Fator Trump
A relação de grande proximidade entre a FIFA e o governo dos EUA ficou evidente nesta semana no episódio envolvendo o atacante Folarin Balogun. Donald Trump revelou publicamente ter pedido ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, para revisar a expulsão do atleta na vitória dos EUA contra a Bósnia e Herzegovina.
Trump deixará o cargo em janeiro de 2029, meses antes do início do Mundial de Clubes, mas estará na presidência no momento em que a decisão da sede for tomada. A FIFA ainda não fez anúncios formais sobre o cronograma de escolha, mas a definição é esperada para o próximo ano, muito provavelmente após a eleição presidencial da entidade em abril.
Mudanças no Mundial e Brasil concorrente
Os EUA sediaram a primeira edição do Super Mundial de Clubes em 2025 sem passar por um processo de votação, por meio de uma decisão unânime do Conselho da FIFA em junho de 2023.
A expectativa inicial do mercado era que o torneio de 2029 fosse entregue a dois dos países-sede da Copa de 2030 — mais provavelmente Espanha e Marrocos —, mas há forte concorrência externa. O Brasil já manifestou interesse em abrigar a competição, e o Catar também monitora a situação.
Fatores que pesam a favor dos americanos:
• Expansão do Torneio: A intenção da FIFA de expandir o Mundial de Clubes para 48 equipes em 2029 — ideia que conta com o apoio dos gigantes europeus — cria uma complexidade logística que favorece a infraestrutura dos EUA.
• Retorno Financeiro: Um torneio na América do Norte é a opção mais lucrativa para os cofres da FIFA. A entidade se viu respaldada em sua agressiva estratégia de preços de ingressos na Copa atual, que teve lotação esgotada na maioria dos jogos.
Além disso, a FIFA testou com sucesso o modelo de "preços dinâmicos" no Mundial de Clubes do ano passado, gerando uma receita de US$ 411 milhões em bilheteria e hospitalidade, provando que o mercado norte-americano é altamente rentável.
