Para o próximo jogo, o desafio contra o Haiti, na Filadélfia, Casagrande pediu uma reformulação imediata na equipe e a escalação de uma uma linha de frente letal e cheia de fome de gol.
Confira a tabela da Copa do Mundo no Flashscore
A fúria de Casagrande mirou o banco de reservas. Para o comentarista, a decisão de Ancelotti de manter Endrick entre os suplentes durante todo o confronto contra os marroquinos, enquanto o ataque não respondia em campo, beira o inacreditável. Na visão do ex-atleta, o treinador deve explicações reais para o país sobre a não entrada do garoto.
"O que me incomodou foi a demora das alterações de Carlo Ancelotti e as alterações que ele fez. Uma coisa absurda o Endrick não ter entrado nesta partida. Um garoto que sempre desequilibra quando entra, faz gol decisivo, está com fome de jogar, tem garra, apetite. Isso, o Ancelotti tem que explicar na coletiva, mas ele disse que não fala de jogador individualmente, só que ele é treinador da Seleção Brasileira e ele tem que responder para o torcedor brasileiro. A pergunta que todos deveriam fazer lá dentro (da sa la de imprensa) era: 'Mister, por que você não colocou o Endrick?'", indagou.

Veja como foi Brasil 1 x 1 Marrocos
Massacre tático no primeiro tempo: "Nos colocou na roda"
Casagrande fez questão de deixar claro que o placar final escondeu um verdadeiro massacre tático sofrido pelo Brasil nos primeiros 45 minutos.
Para o ex-jogador, Raphinha "errou tudo que ele poderia ter errado nesta partida, não jogou nada", e outros medalhões foram engolidos pelo volume de jogo do adversário.
"O empate não é um resultado absurdo contra a seleção atual de Marrocos. Absurdo foi a bolinha que a Seleção Brasileira jogou. Muito mal o primeiro tempo, sendo dominada. Marrocos tocou a bola, deixou a Seleção Brasileira na roda, fez um gol, poderia ter feito dois, três", criticou.

Ousadia e três atacantes para sufocar o Haiti
Sem tempo para lamentações e de olho no duelo com o Haiti, Casagrande não quer saber de jogo burocrático ou meio-campo pesado. Ao Flashscore, o comentarista montou a escalação que quer ver em campo, exigindo a barração de Casemiro e a montagem de um trio de ataque avassalador, misturando o protagonismo de Vinícius Júnior com a irreverência dos jovens talentos.
"Contra o Haiti, você tem que jogar com três atacantes: Endrick, Vinícius Júnior e o Rayan, que é um garoto que também vai para cima. Fazer um meio de campo mais leve, sem o Casemiro. Bruno Guimarães, o Danilo e o Paquetá ou o Raphinha e os três na frente, ou o Luiz Henrique na direita, mas eu colocaria o Rayan, mais jovem, chegou por último, deve estar com um apetite incrível. O Brasil tem que ir para cima do Haiti, não pode ficar com um jogo enrolado", projetou.
Brasil e Haiti se enfrentam na próxima sexta-feira (19), no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, às 21h30 (de Brasília), pela 2ª rodada do Grupo C da Copa do Mundo.

A Copa do Mundo de 2026 será realizada de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio conta com 48 seleções, 104 jogos e será disputado em 16 estádios.
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