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FIFA acusa UEFA de "campanha difamatória" e promete lutar contra ação judicial

Presidente da FIFA, Gianni Infantino, gesticula durante visita ao canteiro de obras do Estádio PVF
Presidente da FIFA, Gianni Infantino, gesticula durante visita ao canteiro de obras do Estádio PVFREUTERS/Thinh Nguyen

A FIFA acusou a UEFA de uma "campanha difamatória" e de uma "caça às bruxas" depois que a entidade que comanda o futebol europeu pediu a juízes dos EUA que a obrigassem a entregar documentos relacionados ao seu fracassado plano de investidores para a Copa do Mundo.

O plano polêmico da FIFA de vender participações na Copa do Mundo para investidores, apresentado em julho, gerou uma enorme reação negativa no esporte, com a UEFA ameaçando boicotar a Copa do Mundo caso o plano não fosse cancelado.

Embora a FIFA tenha rapidamente abortado os planos em resposta à reação, a UEFA agora está preparando uma possível ação judicial contra o presidente da FIFA, Gianni Infantino, por suposta "má gestão criminosa".

Infantino está em guerra aberta com a UEFA
Infantino está em guerra aberta com a UEFATeresa Suarez/Pool via REUTERS

Na semana passada, a UEFA entrou com pedidos em três estados dos EUA solicitando a divulgação de documentos relacionados ao plano por parte da FIFA e de parceiros, incluindo a empresa Thrive Capital, do potencial investidor principal Joshua Kushner.

"Esse pedido é mais um passo na campanha difamatória da UEFA contra a FIFA e sua liderança", resume um dos documentos da FIFA.

Se conseguir acesso aos documentos, a UEFA afirmou que pretende apresentar uma queixa judicial na Suíça, dizendo ter recebido garantias de que o caso atenderia aos requisitos para ser julgado em um tribunal suíço. Mas a FIFA reagiu, pedindo permissão aos juízes dos EUA para contestar os pedidos da UEFA.

"Embora esses pedidos sejam apresentados como petições legais, com títulos e números de processo, eles não passam de comunicados de imprensa para reforçar a campanha difamatória da UEFA contra a FIFA e sua liderança," afirmam os documentos da FIFA.

Os documentos, revisados pela AFP, dizem que a UEFA não tem direito de exigir documentos internos da FIFA porque ainda não existem processos criminais na Suíça ou em outro lugar.

Mesmo que tais processos existissem, segundo os documentos, a UEFA não teria legitimidade jurídica porque não sofreu prejuízo financeiro. Os documentos da FIFA também acusam a UEFA de burlar ilegalmente os tribunais suíços ao recorrer diretamente aos tribunais dos EUA.

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A divulgação dos documentos, incluindo correspondências envolvendo Infantino e outros funcionários e conselheiros nomeados da FIFA, "ameaçaria diretamente os interesses da FIFA e revelaria informações sensíveis e proprietárias", dizem os documentos.

A UEFA nunca escondeu o desejo de afastar Infantino, que esperava ser reeleito sem oposição para um quarto e último mandato em março do ano que vem, após uma Copa do Mundo altamente bem-sucedida.

A UEFA pode ter sido a crítica mais dura — descreveu a proposta dele como um "acordo obscuro e opaco feito nos bastidores" — mas encontrou forte apoio da CONCACAF, da América do Norte e Central, e da Confederação Asiática de Futebol (AFC).