Para a Copa do Mundo, que começa em 11 de junho nos Estados Unidos, México e Canadá, a entidade máxima do futebol firmou parcerias de destaque com TikTok e YouTube, escolhidas como suas "plataformas privilegiadas".
No TikTok, 30 influenciadores de 11 países foram credenciados para contar a Copa aos seus seguidores em um formato "centrado nos torcedores", "com acesso aos bastidores" e imagens ao vivo.
Por trás dessas parcerias está uma constatação amplamente documentada: as audiências esportivas estão caindo nos canais de TV em benefício das plataformas digitais.
Nos Estados Unidos, somando todos os programas, o streaming supera em alguns momentos, desde 2025, a audiência combinada dos canais abertos e da TV a cabo. No Reino Unido, o número de telespectadores de 18 a 34 anos caiu 34% entre 2010 e 2024.
Os jovens torcedores do esporte mais popular do mundo continuam presentes, mas estão mudando seus hábitos.
Mudanças de hábitos
No gigante norte-americano, por exemplo, cerca de um terço dos menores de 30 anos, a geração Z, abre mão de uma assinatura paga para esportes ao vivo e prefere acompanhar clipes e resumos nas redes, segundo a consultoria Deloitte.
No mundo, 20% dos torcedores dessa geração não assistem aos eventos ao vivo, apontou a empresa McKinsey antes dos Jogos Olímpicos de Paris 2024.
Por enquanto, as parcerias com as redes sociais são vistas como "complementares aos canais de TV e aos detentores de direitos", explicou o chefe global de esportes do TikTok, Rollo Goldstaub, cuja plataforma afirma ter um bilhão de usuários no mundo.
Essas parcerias com as redes sociais buscam justamente captar a atenção dos jovens espectadores para atraí-los novamente para a transmissão completa.
No YouTube, os canais que adquiriram os direitos de transmissão poderão, pela primeira vez, exibir gratuitamente os 10 primeiros minutos de cada partida.
O TikTok, por sua vez, prometeu novas fontes de receita publicitária para esses mesmos canais e para os patrocinadores.
A televisão, no entanto, continua sendo, de longe, a principal fonte de receita da FIFA.
Segundo seu relatório anual, os direitos de transmissão representaram 45% dos cerca de 7,6 bilhões de dólares (aproximadamente 6,5 bilhões de euros) de receita do ciclo 2019-2022, à frente do marketing (24%) e das licenças (10%).
Mas a transmissão já não é exclusiva dos canais tradicionais. A Netflix, dando sequência à sua estratégia de conquistar o setor de eventos esportivos ao vivo, obteve exclusividade nos Estados Unidos para as Copas do Mundo femininas de 2027 e 2031.
O acordo, que inclui séries documentais nas quais a plataforma se especializou, representa um avanço significativo para a FIFA, que até agora oferecia as edições femininas a preços reduzidos para atrair público.
Adeus, Panini
Os produtos licenciados representam outro vetor de receita. No dia 7 de maio, a FIFA anunciou o fim de seis décadas de parceria com a Panini, a emblemática criadora italiana de figurinhas adesivas para álbuns.
A partir de 2031, a empresa será substituída pela norte-americana Fanatics, que atua no setor de cartas colecionáveis, roupas e apostas esportivas.
Já detentora da licença para os produtos oficiais da Copa do Mundo de 2026, a referida empresa se comprometeu a distribuir gratuitamente artigos no valor de 150 milhões de dólares (cerca de 129 milhões de euros) para jovens de todo o mundo.
O novo parceiro da FIFA cita como exemplo o crescimento dos itens colecionáveis da UEFA, que passaram de um mercado de 15 para mais de 200 milhões de dólares (172 milhões de euros).
----------------------------
Patrocinado
Não fique de fora!
Assista a todos os jogos da Copa do Mundo ao vivo pela CazéTV no plano Premium do Disney+ a R$ 19,90/mês.
Oferta por tempo limitado. Assine já!
----------------------

