A informação foi publicada pelo New York Times nesta terça-feira (6). Segundo o jornal estadunidense, o presidente Gianni Infantino e a FIFA tinham conhecimento que a RD Congo não concluiu a naturalização do goleiro Lionel Mpasi e que ele não poderia atuar pela seleção.
Mpasi foi goleiro de Congo durante as Eliminatórias para a Copa 2026 e também durante o torneio.
A seleção congolesa se classificou para o Mundial em duas etapas: primeiro passou pelas Eliminatórias da África, onde derrotou Camarões e a Nigéria, antes de jogar a repescagem intercontinental contra a Jamaica.
O New York Times explicou que a Nigéria reclamou à FIFA sobre a utilização irregular de Mpasi, que havia representado a França nas categorias de base.

Na época, a FIFA teria se recusado a levar adiante o caso por “questões técnicas”.
Em dois casos semelhantes na última década, a FIFA decretou a derrota de seleções que escalaram jogadores inelegíveis. Isso aconteceu com a Grécia em 2016 e com a Bolívia em 2018. Se tivesse aplicado a mesma lógica à RD Congo, a seleção congolesa deveria ter perdido sua vaga na repescagem.
Mpasi soma 33 jogos pela seleção da República Democrática do Congo desde que estreou em 2022. Além da Copa do Mundo, na qual a seleção congolesa foi eliminada pela Inglaterra na fase de 32 avos de final, ele também atuou nas edições de 2023 e 2025 da Copa Africana de Nações.
