Único atleta do elenco que atua na liga haitiana, Woodensky Pierre teve um reencontro emocionante com seus companheiros de seleção após semanas tentando conseguir um visto para viajar aos Estados Unidos. O meia do Real Hope desembarcou em Miami no final da 1ª etapa e chegou ao estádio a tempo de celebrar a goleada.
Desde junho de 2025, o governo americano não emite vistos comuns a cidadãos do Haiti. A Federação Haitiana de Futebol tentou contornar a restrição com um passaporte oficial, emitido para funcionários do governo ou pessoas que viajam em missão diplomática. O visto finalmente saiu na segunda-feira.
Início elétrico após temporal
Após o início da partida ser adiado devido a uma tempestade com raios, o Haiti não tomou conhecimento do gramado molhado e abriu o placar logo aos 12 minutos com Ruben Providence. O gol acentuou a crise defensiva da Nova Zelândia, que chegou ao décimo jogo seguido sofrendo gols.
Veja os números de Haiti 4x0 Nova Zelândia
O time da Oceania buscou o empate e esbarrou no grande nome do primeiro tempo: o goleiro haitiano Johnny Placide. O veterano, que era dúvida por problemas físicos, fez quatro grandes defesas no 1º tempo.
Mudanças certeiras e passeio
Na segunda etapa, a estrela do treinador Sébastien Migné brilhou com as alterações. Logo no início, dois jogadores que saíram do banco ampliaram o placar: Frantzdy Pierrot deu uma bela assistência para Lenny Joseph, que finalizou com categoria para marcar em sua estreia oficial pela seleção.
Aos 15 minutos, o garçom virou artilheiro. Carlens Arcus cruzou com precisão e Pierrot cabeceou firme para o fundo das redes, fazendo o terceiro. Perto do fim, a goleada foi sacramentada com mais uma combinação de suplentes. Jean-Ricner Bellegarde arrancou pela ponta e rolou para trás; Duke Lacroix bateu de primeira da entrada da área, acertando o canto esquerdo de Paulsen.
Foco na Copa do Mundo
Os comandados de Sébastien Migné estão no Grupo C da Copa do Mundo, a mesma chave de Brasil, Marrocos e Escócia. O time caribenho será o 2º adversário da Seleção Brasileira no torneio.
Pelo lado da Nova Zelândia, o sinal não é bom. Sendo a seleção de pior ranking da FIFA no Mundial (85º lugar), os All Whites acumulam oito derrotas nos últimos dez jogos e demonstram pouca força para competir no Grupo G, onde enfrentarão Bélgica, Egito e Irã.
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