"Ser convocado para a Copa é a maior realização da minha vida, pessoal e profissional. Quando estava na minha cidade, sonhava em representar meu país, mas quando chega aqui, sentimento vai muito além do que eu pensava", disse o atacante aos jornalistas.
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Há seis anos, Igor Thiago vivia uma situação complicadíssima no Cruzeiro, justamente quando recebeu a oportunidade de ser alçado ao time profissional. Em alguns momentos dessa jornada, o atacante chegou até a pensar em desistir, mas a persistência o fez chegar a um Mundial. Uma trajetória, literalmente, de fé.
"Acho que a persistência, a fé, de se apegar em Deus e saber que durante todo esse percurso foi saber e entender isso, acreditar que um dia poderia estar aqui, foi o maior desafio da minha carreira, saber que Deus tinha um caminho traçado para mim. Foi difícil, mas um processo importante para mim, para chegar aqui hoje", declarou o atacante.
Igor Thiago é uma figura de sorriso aberto. Apesar de fino nervosismo sob os olhares das câmeras e do batalhão de jornalistas que o colocavam diante de um cenário de apresentar-se ao povo brasileiro, a missão do jogador ficou mais leve com a força dos companheiros.
Endrick e Rayan estavam na plateia e receberam também o carinho do companheiro, que rasgou elogios à dupla.
"Nossa relação é muito boa, muito positiva. Sem dúvida me incentivam a ser uma pessoa e um jogador melhor. Tê-los do meu lado me dá esse conforto", respondeu Igor Thiago, que chegou a responder uma pergunta do próprio "jornalista" Endrick.
"Estou muito feliz de ser um dos convocados, poder compartilhar esse momento com vocês, que é único. Ter a possibilidade de cravar o nome na história. Espero que no final disso tudo a gente possa conquistar o que tanto desejamos", celebrou.
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Briga pela titularidade
Vice-artilheiro da Premier League com a camisa do Brentford, Igor Thiago ganhou a vaga na Copa do Mundo na reta final do ciclo. Apesar da concorrida disputa por vagas no ataque, o jogador está firme no desejo de colocar aquela pulga atrás da orelha em Carlo Ancelotti e, quem sabe, ser o camisa 9 que o Brasil tanto deseja.
"Independentemente se começa ou não (como titular), quero estar disponível para dar meu melhor para a Seleção. É o mais importante para o grupo. Só de estar disponível para representar a Seleção, é uma gratidão", disse o atacante.
"Com as características que posso proporcionar, me enquadro bem, nesse camisa 9 brigador, que não desiste da bola. Estou muito feliz de poder estar aqui, de ser um dos centroavantes que brigam pela posição", concluiu.
