"Estamos muito felizes com o time", contou à AFP Mohamed Gehad, que foi ao aeroporto internacional de el-Alamein, no norte do país, para aplaudir os Faraós. "Eles estavam cheios de entusiasmo, e nós também estamos para recebê-los", comemorou.
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Uma onda de bandeiras vermelhas, brancas e pretas tomou conta dos arredores do aeroporto, onde milhares de torcedores aguardavam o início da passeata pela estação balneária do Mediterrâneo. Muitos torcedores vestiam camisas com o nome do capitão Mohamed Salah, que acabou de deixar o Liverpool, enquanto outros levantavam cartazes agradecendo ao time.
Ao som de tambores e cantos patrióticos, a multidão celebrava seus heróis, 29º no ranking da FIFA, poucos dias depois de quase alcançar um feito histórico. O sonho egípcio foi cruelmente interrompido diante da Argentina na terça-feira (7), quando o time de Messi, que perdia por dois gols a 10 minutos do fim do tempo regulamentar, virou o placar (3 a 2).
"Eles chegaram a um nível nunca visto antes e estamos orgulhosos deles", disse outro torcedor, Eyad Ahmed.
Pela primeira vez em sua história, o Egito venceu um jogo de Copa do Mundo, passou da fase de grupos e chegou ao mata-mata, escrevendo uma das páginas mais bonitas de sua trajetória no futebol.
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Na saída do aeroporto, centenas de torcedores escoltaram o ônibus do time, correndo ao lado dele até que desaparecesse no horizonte, pelas estradas cercadas de deserto nos arredores da cidade.
"Vou fazer tudo o que puder para que isso seja um novo começo para o futebol egípcio no cenário internacional", prometeu Mohamed Salah nas redes sociais durante a comemoração.
Os jogadores egípcios serão recebidos no sábado (11) pelo presidente Abdel Fattah al-Sissi, que agradeceu ao time na terça-feira pela "atuação honrosa" e por ter alcançado um "marco histórico na história do futebol egípcio".
A Federação Egípcia de Futebol anunciou na quarta-feira que pediu à Fifa a abertura de uma investigação sobre a equipe de arbitragem, denunciando "erros de arbitragem flagrantes (...) e dois pesos e duas medidas, o que resultou na derrota da seleção egípcia".
Após a partida, o técnico Hossam Hassan acusou os árbitros de injustiça, "acusações infundadas" rebatidas pelo chefe de arbitragem da Fifa, Pierluigi Collina, que defendeu a integridade de suas equipes.
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