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Bélgica
Melhor resultado: 3.º lugar, 13 participações, 9.º no ranking FIFA
Com o pôr do sol sobre a sua geração dourada da década de 2010, pode dizer-se que a Bélgica ficou aquém do seu potencial nos grandes torneios, tendo em conta a qualidade do seu plantel. Ainda assim, chega a este Mundial com experiência e maturidade, beneficiando de um grupo acessível.
Caminho até à fase final
Falando em grupos favoráveis, os Diabos Vermelhos dominaram a qualificação europeia e garantiram a presença na fase final, pela quarta vez consecutiva. Cinco vitórias, três empates e nenhuma derrota permitiram-lhes terminar no topo do grupo J. No entanto, o empate frente ao México em abril mostra que ainda há trabalho a fazer para chegar longe neste Mundial.
Jogador-chave
Para qualquer equipa que ambicione vencer, ter um guarda-redes de classe mundial é fundamental. O treinador Rudi Garcia conta com um dos melhores do mundo na posição, Thibaut Courtois. Tem-se destacado há anos no Real Madrid e soma 107 internacionalizações pela Bélgica. Está entre os melhores em número de defesas na Europa e, aos 34 anos, esta será provavelmente a sua última oportunidade de brilhar no maior palco. Também falhou o Euro 2024 devido a um desentendimento com o antigo selecionador Domenico Tedesco, o que lhe dá ainda mais motivação para deixar a sua marca.
Opinião do editor
A Bélgica não ultrapassou a fase de grupos em 2022. Se a história se repetir este verão, será um desastre tendo em conta a composição do grupo. Igualar o feito de 2018 será um verdadeiro desafio: o plantel está a envelhecer, com nomes como Kevin De Bruyne, Romelu Lukaku e Courtois, que terão de estar ao mais alto nível em condições exigentes. Garcia espera ainda que Jeremy Doku consiga manter a forma que tem apresentado no Manchester City durante a competição.
Previsão do Flashscore
Ficar no topo do grupo não deverá ser um problema para a Bélgica, mas é a partir daí que os verdadeiros desafios começam. Provavelmente irá defrontar uma equipa de topo nos oitavos ou nos quartos de final, o que pode ditar o fim do seu percurso. Os quartos de final parecem ser o mínimo para os Diables Rouges, qualquer resultado acima disso será um bónus.
Jogos (horário de Lisboa):
15 de junho, 20:00: Bélgica - Egito - Lumen Field, Seattle
21 de junho, 20:00: Bélgica - Irão - SoFi Stadium, Los Angeles
27 de junho, 04:00: Nova Zelândia - Bélgica - BC Place, Vancouver
Egito
Melhor resultado: Oitavos de final, três participações, 29.º no ranking FIFA
Dois empates, cinco derrotas – a seleção mais titulada de África precisa de pôr fim a uma maldição que já dura há quase um século no Mundial, pois continua à procura da sua primeira vitória na competição. Com o alargamento do torneio, esta será provavelmente a sua melhor oportunidade, naquele que pode ser o último grande palco da sua estrela nacional.

Caminho até à fase final
Apurar-se a partir de África sempre foi complicado, mas com este Mundial a contar com 48 equipas, o caminho para as Américas foi mais tranquilo para o Egito desta vez. Oito vitórias e dois empates em dez jogos de qualificação permitiram-lhe terminar no topo do grupo A com 26 pontos, 20 golos marcados e apenas dois sofridos. Mohamed Salah – de quem falaremos mais à frente – marcou nove golos, mantendo a sua veia goleadora ao serviço da seleção.
Jogador-chave
Nenhum jogador tem o mesmo estatuto no Egito como Mo Salah. Verdadeiro talismã da seleção, está constantemente sob os holofotes dos media e essa pressão vai acompanhá-lo quando vestir a camisola nacional este verão. Em 115 internacionalizações, marcou 67 golos, mas apenas dois em fases finais do Mundial. Este é o seu último grande desafio e, aos 34 anos, talvez também a última oportunidade de brilhar a nível internacional.
Será naturalmente o capitão e terá o apoio de Omar Marmoush, do Manchester City, que pode acrescentar talento e aliviar parte da pressão sobre Salah. Outro dado interessante: o egípcio tornar-se-á jogador livre durante o Mundial, após ter deixado o Liverpool – resta saber se isso terá impacto no seu rendimento.
Opinião do editor
O Egito é provavelmente a segunda seleção mais forte do grupo G. Salvo surpresa, deverá disputar o seu primeiro jogo a eliminar desde 1934. O terceiro lugar alcançado na CAN-2025 indica que teremos uma equipa sólida este verão.
Previsão do Flashscore
Como já referido, o Egito deverá fazer história neste torneio: o primeiro objetivo será simplesmente vencer um jogo, antes de pensar na fase a eliminar. Apesar de contar com dois avançados de grande qualidade, esta equipa mostrou as suas limitações na CAN, e seria surpreendente vê-la ainda em prova na última semana. O mais provável é chegar à fase a eliminar, mas deverá ser eliminada rapidamente.
Jogos (horário de Lisboa):
15 de junho, 20:00: Bélgica - Egito - Lumen Field, Seattle
22 de junho, 02:00: Nova Zelândia - Egito - BC Place, Vancouver
27 de junho, 04:00: Egito - Irão - Lumen Field, Seattle
Irão
Melhor resultado: Fase de grupos, 6 presenças, 21.º no ranking FIFA
Fora das quatro linhas, a preparação do Irão para a sua sétima participação no Mundial ficou marcada pelo contexto geopolítico. A seleção viaja para o continente americano sob a sombra da guerra, após a operação lançada pelos Estados Unidos e Israel em março passado. Disputar o torneio num país com o qual está atualmente em guerra é uma situação quase inédita, o que pode desviar a atenção dos jogadores dos jogos que se avizinham em junho.

Caminho até à fase final
O Irão esteve sólido na qualificação, terminando no topo do grupo A na terceira ronda da zona asiática, com apenas uma derrota em dez jogos. A sua estrela, Mehdi Taremi, marcou cinco golos nesta fase, terminando como co-melhor marcador deste longo percurso asiático.
Jogador-chave
Os recordes existem para ser batidos, e este Mundial pode ser o de Taremi. Aos 33 anos, o ex-avançado do FC Porto já marcou em duas fases finais do Mundial, um recorde para um jogador iraniano, e deverá melhorar ainda mais esta marca nos Estados Unidos. Jogador físico, capaz de ligar setores, não hesita em recuar para envolver os colegas. Com 60 golos em 107 internacionalizações, é um finalizador temível – as defesas terão de estar muito atentas a ele ao longo do grupo.
Opinião do editor
É difícil resumir a situação dos jogadores iranianos à porta do torneio. Representam uma nação em guerra com um dos países anfitriões e vão, de certa forma, jogar atrás das linhas inimigas pela terceira vez consecutiva num Mundial. O estágio já foi transferido para Tijuana, no México, por decisão da FIFA, mas permanece a incerteza sobre como poderão disputar os jogos nos Estados Unidos. Muitos países enfrentaram problemas de visto e a FIFA tem tido dificuldades em controlar esta situação complexa.
Os jogos parecem quase secundários face à logística, mas uma vitória pode ser suficiente para garantir a presença na fase a eliminar.
Previsão do Flashscore
O Irão nunca ultrapassou a fase de grupos no Mundial, mas com 32 equipas a seguirem em frente este ano, esta é a sua melhor oportunidade. Muito dependerá do jogo frente à Nova Zelândia, um duelo em que pode ambicionar conquistar os três pontos. Ultrapassar este primeiro obstáculo já seria um feito assinalável, e está ao seu alcance.
Jogos (horário de Lisboa):
16 de junho, 02:00: Irão - Nova Zelândia - SoFi Stadium, Los Angeles
21 de junho, 20:00: Bélgica - Irão - SoFi Stadium, Los Angeles
27 de junho, 04:00: Egito - Irão - Lumen Field, Seattle
Nova Zelândia
Melhor resultado: Fase de grupos, 3.ª presença, 85.º no ranking FIFA
Equipa com pior ranking do grupo, a Nova Zelândia beneficiou do apuramento automático atribuído à Confederação da Oceânia para garantir a terceira presença num Mundial, a primeira desde 2010. Nessa edição, foi a única equipa invicta, mas acabou eliminada na fase de grupos após três empates consecutivos, incluindo um frente à Itália, então muito favorita.

Caminho até à fase final
De todos os caminhos para o Mundial, excluindo o dos anfitriões, o da Nova Zelândia é o mais simples. Dominou a qualificação da OFC, sofreu apenas um golo e fechou com uma vitória por 3-0 frente à Nova Caledónia em casa.
Jogador-chave
Para a maioria dos adeptos de futebol, Nova Zelândia é sinónimo de um nome: Chris Wood. O avançado é o melhor marcador da história do país e foi nomeado capitão mais jovem da seleção em 2014. Desde então, tornou-se peça fundamental dos All Whites, marcou nove golos na qualificação e trouxe a experiência da Premier League a um grupo que dela carece. Terá de estar ao seu melhor nível para fazer sonhar todo um país.
Opinião do editor
Com Chris Wood no onze, a Nova Zelândia tem uma referência no ataque, mas dificilmente será suficiente para competir neste grupo. As lesões recentes de Joe Bell e Ryan Thomas não ajudam, mas tal como para o Irão, tudo dependerá do confronto direto. Se conseguirem vencer esse jogo, os dezasseis-avos de final não estão fora de alcance.
Previsão do Flashscore
Passar o grupo parece um objetivo demasiado ambicioso para esta equipa da Nova Zelândia, mesmo com Wood. O jogo frente ao Irão será decisivo, mas deverá manter-se competitiva contra o Egito e a Bélgica.
Jogos (horário de Lisboa):
16 de junho, 02:00: Irão - Nova Zelândia - SoFi Stadium, Los Angeles
22 de junho, 02:00: Nova Zelândia - Egito - BC Place, Vancouver
27 de junho, 04:00: Nova Zelândia - Bélgica - BC Place, Vancouver
Mundial-2026
O Campeonato do Mundo de 2026 decorreu de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio contou com 48 seleções nacionais e foi disputado em 16 estádios.
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