A lesão na perna esquerda do capitão argentino, que completa 39 anos em 25 de junho, durante a Copa, já é um sinal de alerta.
E La Volpe – campeão mundial com Argentina em 1978 como terceiro goleiro do time comandado por César Luis Menotti – acredita que o tempo está acabando para o técnico Lionel Scaloni encontrar um substituto.
"É preciso achar um jogador que tenha drible, passe para gol e poder de finalização", disse o lendário treinador, que comandou a seleção mexicana e vários clubes do México, além do Boca Juniors. Hoje ele atua como comentarista de TV.
Com os dois amistosos que a Argentina tem pela frente, contra Honduras e Islândia, Ricardo espera "ver com quem Scaloni já está trabalhando". "Quem vai ser esse jogador tão importante?", insiste.
A situação de Messi, ele esclarece, não diminui as chances da Albiceleste de conquistar novamente o título vencido no Catar em 2022, embora veja grandes obstáculos para isso na vice-campeã (França), na Espanha e em Portugal.
"A Argentina sabe sair jogando, seus meio-campistas desgastam o adversário com tabelas e quebram as linhas com passes em profundidade que machucam", comenta. "Tem um meio-campo de muita qualidade e laterais que levam perigo nas transições", aponta.
Para a posição de centroavante, o experiente técnico acredita que Julián Álvarez é o ideal em vez de Lautaro Martínez: "Pela velocidade e mobilidade que tem, não dá para marcar no mano a mano".
Os seis argentinos
Seis treinadores argentinos estarão no banco de reservas na Copa 2026, incluindo Scaloni. "É mais vistoso, arrisca mais", diz sobre o atual técnico, que ele compara ao estilo de Pep Guardiola.
Ele também destaca o trabalho de Gustavo Alfaro à frente do Paraguai.

"É um grande técnico", afirma. "Fique de olho no Paraguai, é um time difícil, com jogadores fortes na marcação e, cuidado, porque contra-ataca muito bem", alerta também.
Ele ressalta a "disciplina tática" de Marcelo Bielsa com o Uruguai e lamenta que Mauricio Pochettino não tenha conseguido conquistar o vestiário dos Estados Unidos.
Considera que Néstor Lorenzo e Sebastián Beccacece enfrentam um cenário parecido com Colômbia e Equador: "Têm grandes jogadores, mas... eu diria que não têm na cabeça a obrigação de serem campeões".
Coração mexicano
Morando no México desde 1979 e ex-técnico do Tri na Copa da Alemanha em 2006, quando a seleção mexicana foi eliminada pela Argentina nas oitavas de final, Ricardo La Volpe prevê que o coanfitrião da Copa 2026 vai ganhar o Grupo A.
"Vai ter vantagem com o estádio lotado a seu favor", embora alerte para os gritos homofóbicos da torcida, que já renderam ao México duas multas da FIFA por jogos em 2024.
"Falta fluidez no futebol, mais transição e mais variações, e se as coisas não estiverem bem, podemos ouvir o famoso grito. Esperamos que esqueçam isso, porque pode suspender o jogo", acrescenta.
La Volpe foca sua análise do México no meio-campista Gilberto Mora, a promessa do Tri, e acredita que ele tem potencial para brilhar na Copa 2026 "como armador" e "não como volante".
Mora "tem gol e passe para gol", explica. "Não gostaria de desgastar o Mora fisicamente jogando recuado. Vejo ele atuando como joga um Messi, como joga um James, lá na frente", destaca.
Gilberto terá 17 anos e 240 dias no jogo de abertura, em 11 de junho, no estádio Azteca. Ele é o mais jovem entre os 1.248 jogadores convocados para a Copa 2026.
"Já vem mostrando serviço na primeira divisão, não estamos inventando com um garoto", conclui o experientíssimo treinador, que em sua passagem pela seleção mexicana lançou jovens promessas como os históricos Guillermo Ochoa e Andrés Guardado na Alemanha 2006.
----------------------
Patrocinado
Não fique de fora!
Assista a todos os jogos da Copa do Mundo ao vivo pela CazéTV no plano Premium do Disney+ a R$ 19,90/mês.
Oferta por tempo limitado. Assine já!
---------------------

