A Argentina desembarca na Copa do Mundo de 2026 cercada por expectativas que vão além da condição de favorita. Tricampeã mundial após as conquistas de 1978, 1986 e 2022, a Albiceleste inicia sua caminhada na América do Norte com a missão de defender o título conquistado no Catar e perseguir um feito raro na história do futebol: ser a primeira seleção a conquistar duas Copas consecutivas desde o Brasil bicampeão em 1958 e 1962.
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O cenário ajuda a explicar o otimismo dos argentinos. Desde a conquista liderada por Lionel Messi, a equipe manteve a espinha dorsal responsável por encerrar um jejum de 36 anos sem títulos mundiais, conquistou mais uma Copa América e seguiu entre as principais forças do futebol internacional. O jogador argentino Leandro Maciel, que atua pelo Botafogo-SP, conversou com o Flashscore sobre a seleção de seu país.

Sob o comando de Lionel Scaloni, a Argentina construiu uma identidade baseada na intensidade. A seleção combina organização tática, pressão alta, agressividade na recuperação da posse e transições rápidas para o ataque. Embora tenha talentos capazes de decidir partidas individualmente, o principal trunfo da equipe continua sendo o funcionamento coletivo.
Para Leandro Maciel, atento aos passos da seleção de seu país, a Argentina chega ao Mundial pronta para brigar novamente pelo título.
“Foi a última campeã do mundo e vai chegar muito bem para a Copa. É um time muito humilde, guerreiro e que representa muito bem os argentinos”, afirmou.
O discurso reforça uma das características mais marcantes da equipe de Scaloni. Mesmo contando com alguns dos principais jogadores do futebol mundial, a Argentina se destaca pela capacidade de competir em qualquer contexto, seja controlando a posse de bola ou suportando momentos de pressão dos adversários.

Messi: a grande referência
Quase quatro anos após levantar a taça no Catar e completar a coleção de títulos em sua carreira, Lionel Messi continua sendo o principal símbolo da seleção argentina. Aos 39 anos, o camisa 10 disputa aquele que pode ser seu último Mundial e segue ocupando o papel de líder técnico e emocional da equipe.
Sua presença em campo transcende números. Messi é a conexão entre a geração campeã de 2022 e os jovens que começam a ganhar espaço no elenco. Em um país acostumado a produzir grandes craques, ele permanece como a principal referência de uma seleção que sonha em escrever mais um capítulo histórico.
Para Maciel, não há discussão sobre quem é a principal estrela da equipe.
“A estrela da seleção é Lionel Messi. Para mim, ele é o melhor.”

Nico Paz: a nova geração
Embora a base campeã permaneça forte, a renovação acontece gradualmente. Entre os nomes observados com atenção está Nicolás Paz, meia que surgiu nas categorias de base do Real Madrid e vem ganhando espaço no futebol europeu.
Dono de boa leitura de jogo, qualidade técnica e personalidade para atuar em partidas grandes, o jovem aparece como uma das apostas para surpreender durante o torneio.
“Eu acho que o Nicolás Paz é um garoto muito bom. Ele pode dar uma surpresa no Mundial”, destacou Maciel.
A presença de novos talentos ajuda a explicar por que muitos enxergam a Argentina preparada para manter o alto nível competitivo mesmo após o ciclo vitorioso iniciado por Scaloni.

Vizinhos com a mesma paixão
Poucos lugares no mundo vivem uma Copa do Mundo com tanta intensidade quanto a Argentina. Talvez apenas o Brasil se assemelhe tanto. O futebol faz parte da identidade cultural do país e, durante o torneio, essa paixão toma conta das ruas, dos bares e das praças.
A lembrança das comemorações que seguiram a conquista de 2022 permanece viva. Milhões de pessoas foram às ruas para celebrar o título, em uma das maiores festas populares já registradas na história do país. Desde então, a conexão entre seleção e torcida se tornou ainda mais forte.
“É muito gostoso viver a Copa. As pessoas usam a camisa da Argentina, pintam o rosto, carregam bandeiras. É muito especial viver esse clima de Mundial”, contou Maciel.
A mobilização não se restringe aos dias de jogo. Nas semanas que antecedem o torneio, a seleção domina as conversas, os programas de televisão e as redes sociais. Em um país acostumado a transformar o futebol em assunto nacional, cada partida da Albiceleste ganha contornos de evento histórico. E se depender do sentimento que toma conta do país a cada quatro anos, os argentinos acreditam que a história ainda pode reservar mais um capítulo dourado para a nação.
Jogos da Argentina na Copa
16 de junho (terça)
22h - Argentina 3x0 Argélia (GEHA Field at Arrowhead Stadium, Kansas City, EUA)
22 de junho (segunda)
14h - Argentina x Áustria (Dallas Stadium, Arlington, EUA)
28 de junho (domingo)
23h – Jordânia x Argentina (Dallas Stadium, Arlington, EUA)
A Copa do Mundo de 2026 será realizada de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio conta com 48 seleções, 104 jogos e será disputado em 16 estádios.
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