Dentre os portugueses com pelo menos cinco participações em gols, Gonçalo Ramos é o que menos precisa de tempo para marcar ou dar assistência, mesmo sendo suplente. Diante do confronto com a Espanha, o “reserva de luxo” pode ser a chave para quebrar o ferrolho defensivo dos espanhóis.
Gonçalo Ramos atuou apenas 34 minutos nesta edição do Mundial mas, ao sair do banco contra a Croácia, o centroavante mostrou o seu poder de decisão. A sequência até o gol mostra que a presença na área adversária foi o diferencial para conquistar o gol da virada.
Ao todo, Gonçalo soma seis jogos de Copa em seu currículo — quatro em 2022 e dois na edição atual. Contra os croatas, ele chegou ao seu 4º gol em Mundiais. A média de 0,66 gol por jogo evidencia que o atacante precisa de apenas 47 minutos em campo para balançar as redes adversárias.
O índice positivo o faz superar o próprio ídolo do time, Cristiano Ronaldo, que marca um gol a cada 192 minutos em partidas de Copa. A alta minutagem de CR7 no torneio contribui para essa estatística tão díspar.

O camisa 9 tradicional
Os poucos minutos jogados na Copa já dão um pequeno sinal do estilo de jogo de Gonçalo Ramos, mas pelo PSG a amostragem é maior. Segundo os dados da Opta, na última temporada pelo clube francês, o centroavante teve uma média de 7,5 toques na área adversária por partida, e deu quatro finalizações por jogo. Ao todo, foram 45 jogos disputados pelo time francês.
A conversão em gols de 0,41 mostra que ele precisa finalizar muito para balançar a rede, mas o alto volume de jogo na área do oponente pode ser um diferencial.

A muralha defensiva da Espanha
Na segunda fase do Mundial, a Espanha conquistou uma vitória tranquila sobre a Áustria e sua defesa alcançou um feito que não é visto desde 2014: nenhum chute a gol sofrido em uma partida de mata-mata. A última equipe a cumprir a façanha foi a Alemanha na final contra a Argentina.
Até aqui, nenhum adversário da Espanha conseguiu acertar a meta de Unai Simón mais de uma vez. Cabo Verde, Uruguai e Arábia Saudita só conseguiram um chute a gol e ninguém deu mais do que seis finalizações contra os espanhóis, o que mostra que o time de Luis de la Fuente tem uma defesa bem sólida.

Tranquilidade da zaga espanhola
Apesar do uruguaio Darwin Nuñez ter sido escalado como homem de referência no jogo contra a Espanha, o gráfico da posição média mostra que o jogador ficou longe da grande área durante a maior parte do tempo. A história foi a mesma para Áustria, Cabo Verde e Arábia Saudita.

A falta de um homem na área para prender os zagueiros da Espanha deu mais liberdade ao time, que além de dominar o jogo, teve muita tranquilidade na defesa. Se Gonçalo Ramos atuar no jogo desta segunda, existe uma enorme possibilidade de que a dupla Cubarsí e Laporte tenha uma vida mais difícil, visto que o atacante vive na área adversária.
O Flashscore transmite em áudio as emoções de Portugal e Espanha nesta segunda (6), às 16h. Acompanhe a narração ao vivo através do site e aplicativo.
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