Antes da ruptura do ligamento cruzado, sofrida em setembro de 2024, o espanhol vivia o auge da carreira. Na temporada 2023/24, registrou média 7,7 no Flashscore e teve apenas quatro partidas com nota inferior a 7. Pouco depois, foi eleito o melhor jogador do mundo, coroando uma fase em que se consolidou como peça indispensável no Manchester City e na seleção espanhola.
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O retorno aos gramados mostrou um jogador ainda decisivo, mas distante do padrão que o havia levado ao topo. Antes da Copa do Mundo, Rodri acumulava média 7,2 na temporada 2025/26 e somava 13 partidas com nota abaixo de 7. Os números indicavam que a recuperação física estava concluída, mas que a regularidade de seus melhores anos ainda não havia voltado por completo.

A virada de chave na Copa
A virada aconteceu justamente no principal palco do futebol. Campeão mundial com a Espanha, Rodri elevou sua média para 7,8 no torneio e não registrou uma única nota abaixo de 7. Foi eleito duas vezes o melhor em campo, incluindo a final, e terminou a competição como líder em passes tentados (799), passes certos (747), passes completos no último terço do campo (150) e distância percorrida, com 96,2 quilômetros.

O desempenho confirmou uma previsão feita por Pep Guardiola meses antes. O treinador do Manchester City acreditava que Rodri só voltaria a atingir sua melhor condição física e técnica no meio de 2026, durante o torneio de seleções. A projeção se concretizou na Copa, quando o volante reassumiu o papel de maestro da seleção espanhola e foi um dos principais nomes da campanha do título.
É essa versão recuperada de Rodri que o Barcelona leva de volta à Espanha. Contratado por 60 milhões de euros fixos, com bônus que podem elevar a operação a 76,5 milhões, o volante assina até 2030 e reencontrará diversos companheiros da seleção campeã mundial. Depois de cair do auge por causa de uma lesão grave, ele chega à Catalunha com os números que transformaram ele em um atleta de elite.

