Rodri rege o coletivo da Espanha, que volta à final após 14 anos

Rodri organizou o vitorioso meio-campo espanhol contra a França
Rodri organizou o vitorioso meio-campo espanhol contra a FrançaCHARLY TRIBALLEAU/AFP

Há pouco mais de um ano, Rodri voltou aos gramados depois de passar oito meses afastado por uma grave lesão. O espanhol foi reintegrado ao elenco do Manchester City sem pressa por Pep Guardiola, recuperou o ritmo de jogo e retomou o posto de titular. Nesta terça-feira (14), em Dallas, o madrilenho Rodrigo Hernández, de 30 anos, voltou a mostrar por que é considerado um dos melhores meio-campistas do mundo. Ele comandou o setor que neutralizou o melhor ataque do planeta e levou a Espanha à final da Copa do Mundo com a vitória por 2 a 0 sobre a França, embalada pelos gritos de "olé" da torcida.

O mapa de passes da Espanha mostra a influência de Rodri na construção da vitória. O camisa 16 foi o segundo espanhol que mais tocou na bola, sempre oferecendo opção para iniciar as jogadas e dar ritmo à equipe. Na parte defensiva, também foi dominante: venceu 11 dos 15 duelos disputados e saiu invicto nas quatro disputas aéreas em que participou. 

Confira a tabela da Copa

A posição média dos jogadores evidencia como o meio-campo espanhol foi decisivo. Sem um centroavante de referência, a intensa movimentação dos ibéricos teve Rodri como ponto de equilíbrio, distribuindo o jogo e organizando a pressão sem a bola.

Rodri (16) jogou na base do meio-campo e a frente dos zagueiros: saída de bola com qualidade
Rodri (16) jogou na base do meio-campo e a frente dos zagueiros: saída de bola com qualidadeStats Perform/Opta

A semifinal em Dallas mostrou a força do futebol coletivo espanhol diante do quarteto ofensivo francês. Mesmo com uma posse de bola equilibrada (51% para a Espanha e 49% para a França), as linhas de passe dos franceses permaneceram bloqueadas durante boa parte da partida graças à marcação coordenada da equipe de Luis de la Fuente. 

Veja os detalhes de França x Espanha

Foi uma atuação que resgatou características da Espanha campeã do mundo em 2010. Até mais do que o futebol que venceu a Euro há dois anos, com os talentos dos pontas Lamine Yamal e Nico Williams, sempre abertos para acelerar os ataques.

Na bola aérea, Rodri venceu todos os duelos
Na bola aérea, Rodri venceu todos os duelosStats Perform/Opta

Embora faça uma Copa do Mundo discreta no aspecto ofensivo, Rodri tem sido peça-chave na construção das jogadas desde a defesa. Contra Portugal, nas oitavas de final, já havia deixado o campo como um dos destaques da classificação espanhola, praticamente anulando o forte meio-campo português e perdendo pouquíssimos duelos ao longo da partida. Sua influência vai muito além dos números. É ele quem dita o ritmo e sustenta o funcionamento coletivo da seleção.

O futebol de Rodri lembra os melhores momentos da temporada 2022/23. Na campanha que deu ao Manchester City seu primeiro título da Liga dos Campeões, foi um dos protagonistas da equipe. Na final contra a Inter de Milão, marcou o gol da vitória por 1 a 0, foi eleito o melhor jogador da decisão e também o melhor atleta de toda a competição, coroando uma campanha marcada por regularidade, inteligência tática e domínio do meio-campo. 

Espanha não dominou a posse de bola contra a França, mas travou o ataque adversário
Espanha não dominou a posse de bola contra a França, mas travou o ataque adversárioStats Perform/Opta

No domingo (19), ele terá a chance de liderar novamente uma equipe que faz do coletivo sua maior força na busca por mais um título mundial. Assim como em 2010, a Espanha pode ganhar a Euro e a Copa no mesmo ciclo.

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