Na zona mista do AT&T Stadium, o lateral Nelson Semedo equilibrou a reverência ao eterno capitão com uma defesa contundente do potencial da nova geração para os próximos anos.
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Aos 41 anos, Cristiano Ronaldo fez seu último jogo de Copa do Mundo. No vestiário, após o apito final, o clima foi de forte comoção e agradecimento.
"Sim, ele falou com o pessoal e ao Cristiano nós só temos que agradecer. Foi o último Mundial dele, por isso acho que não só vocês, imprensa, mas todos os portugueses deveríamos bater palmas ao Ronaldo e agradecer porque, afinal, é um pilar para o país, um pilar para Portugal", disse Semedo.
Para o lateral, ter compartilhado o vestiário com um dos maiores jogadores de todos os tempos é um privilégio que transcende o futebol atual e se tornará um legado familiar.
"Eu, graças a Deus, vou ter a história para dizer aos meus netos que joguei com o Cristiano na seleção e que dividi o vestiário com ele pelo meu país."
Veja como foi Portugal 0 x 1 Espanha
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Cabeça erguida e defesa da nova geração
Apesar do forte impacto da despedida do capitão e da dor pela eliminação precoce no Texas, Nelson Semedo fez questão de blindar o atual elenco português. O jogador lembrou que o grupo tem bagagem e conquistas recentes que justificam a confiança do torcedor para o ciclo que se inicia agora.
"Estamos todos tristes pela eliminação, nós queríamos passar esta eliminatória e ir o mais longe possível nesta Copa do Mundo (...) agora é levantar a cabeça, vamos agora de férias recuperar e voltar mais forte", ponderou o defensor.

Questionado sobre a capacidade da nova safra de jogadores de manter Portugal no topo do futebol europeu sem a sua principal referência em campo, Semedo foi enfático ao lembrar o retrospecto recente, incluindo os títulos da Liga das Nações.
"Acho que todas as gerações de Portugal foram boas. Nós tivemos a geração que ganhou o Europeu, depois que acabamos por ganhar a Liga das Nações em 2019. Ganhamos agora o ano passado contra esta mesma equipa (Espanha), a Liga das Nações também, por isso acho que é continuarem a acreditar em nós, porque já mostramos que temos muito potencial."
Autocrítica e o "estilo Copa do Mundo"
Durante a campanha em solo norte-americano, a seleção portuguesa alternou bons momentos com atuações abaixo do esperado, algo que ficou evidente no duelo decisivo contra os espanhóis. Semedo reconheceu as oscilações, mas tratou o cenário como parte da imprevisibilidade e das exigências táticas de um torneio de tiro curto.
"Há jogos que não correm como nós queremos. Jogamos contra equipes diferentes, que nos pedem coisas diferentes e se calhar não conseguimos materializar a nossa qualidade dentro do campo", analisou.

"Mas são coisas que acontecem. Há jogos que não jogamos bem e acabamos por ganhar, há jogos que jogamos bem e acabamos por não ganhar. É tirar lições positivas disso, ver o que não esteve tão positivo e melhorar", concluiu.
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