Shakira marca a abertura da Copa no Azteca entre festa, protestos e protagonismo feminino

Shakira retorna ao palco de abertura do Mundial após 16 anos
Shakira retorna ao palco de abertura do Mundial após 16 anosAFP

Shakira volta ao palco da abertura da Copa do Mundo após 16 anos e será a principal atração da cerimônia que antecede México x África do Sul, nesta quinta-feira (11), no estádio Azteca. O evento ocorre em meio a protestos de professores e à ausência da presidente mexicana, Claudia Sheinbaum. A festa vai dedicar espaço à identidade mexicana e à cultura local.

O cenário na Cidade do México mistura celebração e tensão. Em meio às manifestações sociais, Shakira repete a dose de 2010, quando México e África do Sul também abriram a Copa, mas no país africano.

Acompanhe México x África do Sul com narração ao vivo

Enquanto a FIFA prepara um espetáculo para mais de 80 mil torcedores no Azteca e milhões de telespectadores ao redor do mundo, o ambiente fora do estádio está longe de ser apenas festivo.

Prévia de México x África do Sul
Flashscore

Nas últimas semanas, a capital mexicana registrou uma série de manifestações organizadas pela Coordenação Nacional de Trabalhadores da Educação (CNTE). Os professores reivindicam reajustes salariais e mudanças nas regras de aposentadoria.

A Copa do Mundo de 2026 será realizada de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio conta com 48 seleções, 104 jogos e será disputado em 16 estádios.

 

Calendário e horários dos jogos | Classificação dos gruposSiga a Seleção Brasileira | Convocações de todas as seleções | Todas as notícias da Copa  | Previsões, odds e dicas de apostas | Guia de todos os times da Copa

Em alguns momentos, os protestos chegaram a bloquear vias importantes da cidade e provocaram preocupação com a logística dos eventos ligados à Copa.

Diante do impasse, a presidente Claudia Sheinbaum decidiu não participar da cerimônia de abertura. A ausência ocorre em um momento de negociações entre o governo federal e os manifestantes.

Azteca amplia marca histórica

Poucos estádios carregam tanto peso na história das Copas do Mundo quanto o Azteca. Palco das aberturas dos Mundiais de 1970 e 1986, a arena será a primeira do planeta a receber partidas em três edições diferentes do torneio.

Foi ali que Pelé conquistou seu terceiro título mundial com a Seleção Brasileira e que Diego Maradona comandou a Argentina rumo ao título em 1986. Agora, o estádio acrescenta mais um capítulo à própria história ao sediar novamente o início da competição.

Estádio Azteca vai receber a abertura da Copa do Mundo 2026
Estádio Azteca vai receber a abertura da Copa do Mundo 2026Reuters

Cultura mexicana em destaque

A cerimônia preparada pela FIFA aposta em referências culturais mexicanas. Entre os elementos previstos estão apresentações inspiradas no papel picado, expressão artística tradicional do país, além de manifestações folclóricas e participações de representantes de comunidades indígenas.

A proposta é destacar a identidade mexicana antes de a competição seguir para Estados Unidos e Canadá, os outros países-sede do torneio. Além de Shakira, o evento contará com apresentações de J Balvin, Tyla, Alejandro Fernández, Belinda, Lila Downs, Los Ángeles Azules e Maná.

Protagonismo feminino

O retorno de Shakira recoloca uma artista feminina no centro de uma cerimônia historicamente dominada por atrações masculinas.

Entre os principais nomes que assumiram esse papel em aberturas de Copa estão Diana Ross, em 1994, a própria Shakira em 2010, além de Jennifer Lopez e Claudia Leitte na cerimônia realizada no Brasil, em 2014. Em 2018, a soprano Aida Garifullina participou do espetáculo em Moscou.

A relação da cantora colombiana com o torneio vai além da música oficial de 2010. Ao longo dos últimos anos, sua imagem permaneceu associada ao Mundial e a alguns dos momentos mais populares da competição fora das quatro linhas.

Festa x protestos

A abertura da Copa colocará novamente o México no centro das atenções do futebol mundial. Dentro do Azteca, o foco estará na festa, na música e no início do torneio. Nas ruas da capital, porém, os protestos lembram que o evento acontece em meio a questões que seguem sem solução.

A cerimônia de abertura marcará o início de mais uma Copa do Mundo, mas também servirá de vitrine para discussões que ultrapassam o futebol. Esta não deve ser a única oportunidade nesta edição do Mundial que questões sociais, políticas ou econômicas vão atravessar o limite dos gramados.

Para além das realidades dos países-sede, a Copa ainda pode nos reservar encontros entre nações que já passaram por disputas territoriais, colonizações e até lutas por mercados econômicos.

------------------------

Patrocinado

Não fique de fora!

Assista a todos os jogos da Copa do Mundo ao vivo pela CazéTV no plano Premium do Disney+ a R$ 19,90/mês.

Oferta por tempo limitado.

Assine já!

Assine Disney+ para acompanhar ao vivo todos os jogos da Copa
Assine Disney+ para acompanhar ao vivo todos os jogos da CopaDisney+