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Vencer a Copa do Mundo é "a coisa mais bonita que existe", diz Rodri em chegada à Espanha

Rodri foi o responsável por erguer a taça de campeão
Rodri foi o responsável por erguer a taça de campeãoReuters/Mark J Rebilas

Os campeões mundiais da Espanha foram recebidos pelo rei do país nesta segunda-feira (20), em Madri, após retornarem dos Estados Unidos trazendo o troféu mais cobiçado do futebol.

O rei Felipe VI e a família real receberam a delegação espanhola, liderada pelo capitão Rodri e pelo técnico Luis de la Fuente, no Palácio da Zarzuela, antes dos jogadores seguirem para o centro da cidade, onde um milhão de torcedores esperavam para comemorar com eles.

"Vocês mostraram garra, resiliência e coragem, sempre apoiados pela técnica, pelo controle e domínio do jogo, unindo razão e coração", disse o rei às estrelas da La Roja, que estavam de terno.

Espanha venceu a Argentina no domingo (19), na prorrogação, graças ao gol de Ferran Torres, garantindo o segundo título mundial, após a primeira conquista em 2010. O rei estava acompanhado da rainha Letizia, que usava um vestido vermelho combinando com a cor das camisas da seleção espanhola, e das duas filhas do casal, a princesa Leonor e a princesa Sofia.

A Copa do Mundo de 2026 foi realizada de 11 de junho a 19 de julho na América do Norte. Veja o que de melhor aconteceu no torneio:

 

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Felipe cumprimentou e apertou a mão de cada jogador, chegando a abraçar o jovem destaque do Barcelona, Lamine Yamal. O rei disse aos jogadores que eles estiveram "unidos" em sua "odisseia" para conquistar o torneio ampliado para 48 seleções.

O elenco também se encontrou com o primeiro-ministro Pedro Sánchez em sua residência, o Palácio de Moncloa, antes de um desfile em ônibus aberto pelo centro de Madri, onde multidões vestidas com as cores da seleção já se reuniam.

O capitão da Espanha, Rodri, ergueu o troféu da Copa do Mundo no alto da escada ao descer do avião da Iberia que trouxe o time de volta para casa após a conquista da segunda estrela. No Moncloa, o meio-campista do Manchester City, Rodri, disse que esse foi o maior feito de sua carreira.

"Sempre falei isso, vencer com seu país é a coisa mais bonita que existe, ainda mais uma Copa do Mundo. Essa geração cresceu vendo (Iker) Casillas e (Andres) Iniesta levantarem a taça, e poder fazer isso hoje é o maior feito possível no futebol", disse Rodri.

Muitos torcedores mais jovens ainda não tinham nascido quando o gol de Andres Iniesta, na prorrogação contra a Holanda, garantiu o primeiro título mundial da Espanha, na África do Sul, há 16 anos. O herói do título, Torres, brincou dizendo que estava "voando, literalmente" após o retorno do time dos Estados Unidos, depois de vencer a Argentina em Nova Jersey.

"Estou muito feliz em ver como todas as crianças estão empolgadas... (e) por ter o desfile e comemorar com todos os espanhóis", completou.

Na manhã de segunda-feira, a Castellana, principal avenida de Madri, ainda mostrava sinais da noite de festa — o asfalto coberto de lixo, latas de cerveja e cacos de vidro.

Entre os últimos torcedores que restavam, alguns dormiam sorrindo no chão ou nos bancos, enquanto outros ainda cambaleavam para casa, enquanto equipes de limpeza trabalhavam desde cedo para preparar o trajeto para a festa desta noite.

O desfile dos campeões mundiais da Espanha começou no Moncloa antes de seguir para a praça Cibeles. Uma cerimônia com os jogadores acontece na praça, tradicional ponto de encontro das comemorações da seleção espanhola e de sua torcida. Alguns torcedores, que já tinham dormido pouco, planejam comemorar de novo.

Os dois troféus

A seleção feminina da Espanha conquistou a Copa do Mundo em 2023, o que significa que, pela primeira vez, um país detém os dois troféus ao mesmo tempo. Em 2030, a Espanha vai defender seu título em casa, como uma das sedes da Copa do Mundo ao lado de Portugal e Marrocos.

"Dois em dois", disse o primeiro-ministro Sanchez, sobre o retrospecto da Espanha em finais de Copa do Mundo. "Por que não sonhar com o terceiro em 2030, ainda mais com a Espanha como anfitriã?"

A Argentina, mesmo com o craque Lionel Messi, não conseguiu criar chances claras diante de uma Espanha bem organizada e mais ofensiva na final.

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