Depois de dois clássicos terminados em 0 a 0 em sequência — o da semana passada, pelo jogo de ida das quartas de final, e o do Brasileirão, em abril —, um novo empate sem gols será histórico.
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Três Gre-Nais seguidos sem a rede balançar ocorreram pela última vez entre 1980 e 1981. Naquele período, inclusive, a sequência teve quatro partidas enfileiradas.
Se a série for quebrada agora, ela vai se igualar à de 2019, na final do Gauchão. Naquele ano, após dois jogos sem gols seguidos, o Grêmio conquistou o título na disputa de pênaltis.
O embate desta quinta-feira (3), na Arena do Grêmio, além da pressão natural por ser um Gre-Nal, tem outros ingredientes que aumentarão a tensão quando a bola rolar.
Luís Castro, comandante tricolor, e Paulo Pezzolano, treinador colorado, não estão firmes no cargo. Um revés, para o lado que for, pode gerar mudanças na comissão técnica.

Perigo no Brasileirão
A dupla gaúcha ocupa a parte de baixo da tabela do Brasileirão, sendo que a situação do Inter é mais dramática. No fim de semana, o Colorado mergulhou de forma perigosa na zona de rebaixamento.
As posições na tabela são fruto, principalmente, dos ataques inoperantes que os dois times vêm demonstrando ter nesta temporada.
O Inter, com 26 gols em 25 jogos no Brasileirão, tem um dos quatro piores ataques do campeonato. O Grêmio, com 27 gols em 24 partidas, também está entre os times que menos marcaram.

O retrospecto de curtíssimo prazo pode ser um alento. O Grêmio fez três gols no fim de semana, na vitória por 3 a 1 sobre a lanterna Chapecoense, mas vinha de três partidas sem marcar.
O Inter também vinha de dois jogos sem fazer gols até balançar as redes duas vezes contra o Bahia, no domingo (30). E os gols de nada adiantaram, porque o Tricolor Baiano marcou três.
Rebatida é da defesa
Os números do Gre-Nal de ida, no Beira-Rio, deixam claras as dificuldades que os dois meio-campos tiveram para criar jogadas ofensivas. Apenas uma chance clara de gol entrou nas estatísticas: uma cabeçada para fora de Sanabria após um cruzamento.
Ele estava livre e, se tivesse caprichado, poderia ter marcado, já que finalizou em posição frontal, a poucos metros do gol.
Fora isso, apenas chutes de longe e dois sistemas defensivos que funcionaram de forma efetiva. Rebatidas da defesa, por exemplo, foram o que menos faltou.

Quando o assunto é não tomar gols, a situação tanto de Grêmio quanto de Inter está um pouco melhor. O Inter tem a 9ª melhor defesa do Brasileirão: foram 31 gols sofridos em 25 jogos. O Grêmio é o dono da 8ª pior defesa do campeonato, tendo sido vazado 32 vezes em 24 partidas.
Nas últimas cinco vezes que esteve em campo, o Grêmio só saiu sem ser vazado uma — justamente no Gre-Nal. Já o Inter conseguiu terminar sem sofrer gols em três das últimas cinco partidas.

Se mais uma vez as defesas prevalecerem, contribuindo para os quase sempre faltosos Gre-Nais, o semifinalista gaúcho da Copa do Brasil será definido nos pênaltis — para enfrentar o Atlético-MG.
A situação ocorreu na única vez que Grêmio e Inter se enfrentaram na Copa do Brasil, no início dos anos 1990. E o Inter passou nos pênaltis, ao vencer por 3 a 0.
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