De rejeitado no São Paulo a carrasco do Flamengo: Erick vive ano mágico no Vitória

Erick, o rosto do Vitória na histórica classificação sobre o Flamengo
Erick, o rosto do Vitória na histórica classificação sobre o FlamengoMÁRCIO JOSÉ / AGIF / AGIF VIA AFP

Com dois golaços, Erick foi o grande protagonista da classificação histórica do Vitória sobre o Flamengo na Copa do Brasil. O atacante de 28 anos atravessa um momento avassalador: são cinco participações em gols nas últimas seis partidas, números que refletem uma temporada de afirmação e explicam por que ele se tornou o pesadelo do time carioca no mata-mata.

Erick não apenas vive uma fase iluminada. Ele caminha para superar a sua própria história. A temporada de 2026 já se consolidou como a segunda mais produtiva de sua carreira, ficando atrás apenas do emblemático ano de 2023 pelo Ceará, quando somou 18 gols e 13 assistências.

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No entanto, os números atuais pelo Vitória revelam uma evolução na eficiência: em apenas 26 partidas, o atacante já acumula 19 participações diretas (nove gols e 10 assistências).

O desempenho de Erick nos últimos seis jogos pelo Vitória
O desempenho de Erick nos últimos seis jogos pelo VitóriaFlashscore

Enquanto no auge anterior ele registrava uma média de 0,59 participações por jogo, no Rubro-Negro baiano esse índice saltou para 0,73 — um crescimento de quase 24% em produtividade por partida. Mais versátil, Erick já igualou sua melhor marca de assistências em metade do tempo.

Os números de Erick apenas na atual edição da Série A
Os números de Erick apenas na atual edição da Série AOpta by Stats Perform

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Chamando a responsabilidade na Copa do Brasil 

O desempenho de Erick nesta Copa do Brasil atinge o patamar máximo de eficiência ofensiva, conforme ilustrado pelo percentual 100 em gols marcados (1.36 por 90 minutos). Embora a amostragem de tempo seja curta (132 minutos), o atacante demonstra um aproveitamento letal: sua média de gols é praticamente idêntica à sua média de finalizações (1.4 chutes por jogo), o que indica que quase toda bola que ele endereça ao gol acaba nas redes. Esse faro de artilheiro é complementado por uma agressividade constante no um contra um, registrando 4.8 tentativas de drible por partida.

O desempenho de Erick na Copa do Brasil até o momento
O desempenho de Erick na Copa do Brasil até o momentoOpta by Stats Perform

Para além do brilho ofensivo, os números revelam um jogador de enorme comprometimento tático. Erick registra 6,1 ações defensivas por 90 minutos, demonstrando intensidade constante na recomposição e na pressão pós-perda.

Com média de 4,1 recuperações de posse (77% de eficiência) e participação ativa no jogo, com 51 toques por partida, o atacante se firma como um ponta moderno e completo: decisivo no ataque, mas sem abdicar da entrega defensiva.

A atuação de Erick pela ponta direita do ataque do Vitória
A atuação de Erick pela ponta direita do ataque do VitóriaOpta by Stats Perform

Redenção pós-Morumbi

As recentes performances marcam também a "volta por cima" de Erick após uma passagem apagada pelo São Paulo. Contratado a pedido de Dorival Júnior, o atleta viveu o paradoxo de jamais atuar sob o comando do técnico, que deixou o Morumbi para assumir a Seleção Brasileira pouco após a chegada do jogador.

Erick não conseguiu se firmar no São Paulo
Erick não conseguiu se firmar no São PauloMARCELLO ZAMBRANA / AGIF / AGIF VIA AFP

Sob a gestão de Thiago Carpini, sucessor de Dorival, Erick ainda foi acionado com regularidade. No entanto, a chegada de Luis Zubeldía interrompeu sua ascensão: sem espaço com o argentino, o atacante tornou-se "reserva dos reservas". Ao todo, foram 44 jogos e apenas três gols pelo clube paulista, culminando em sua saída para o Barradão, inicialmente por empréstimo.

O reencontro com o bom futebol aconteceu sob o comando de Fábio Carille. Após um 2025 sólido, com oito participações diretas em gols (três tentos e cinco assistências), o Vitória agiu rápido para evitar que o São Paulo solicitasse seu retorno. O Rubro-Negro investiu R$ 7 milhões para adquirir 50% dos direitos econômicos do atleta — uma engenharia financeira que se provou certeira e que, diante da classificação histórica na Copa do Brasil, já se pagou em campo.