Luciano Juba, porém, corre por fora, em busca de uma nova chance após não ser utilizado em sua primeira convocação por Ancelotti. Diante desse cenário, surge o debate: quem, de fato, vive o melhor momento para a Copa?
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Juba e Alex Sandro tem encontro marcado no domingo (19), no Maracanã, pelo Brasileirão. Ao comparar os dados da dupla em 2026, nota-se que o lateral do Bahia supera o do Flamengo na maioria dos parâmetros essenciais. A juventude e a letalidade ofensiva podem ser argumentos tão fortes quanto a experiência.

Quem defende mais?
É natural pensar que o forte apoio ofensivo de Luciano Juba possa deixar o setor defensivo do Bahia vulnerável. No entanto, os números mostram que, apesar da presença constante no ataque, o lateral tem sido eficiente na recomposição, superando estatisticamente Alex Sandro — jogador de perfil mais conservador.
Enquanto o lateral rubro-negro atua como um pilar de sustentação para os zagueiros, seu rendimento recente oscilou. No clássico contra o Fluminense, no último fim de semana, Alex Sandro recebeu uma nota Flashscore de 5,1, a mais baixa do confronto, refletindo uma atuação abaixo do esperado.
Construção e qualidade no passe
Luciano Juba é sinônimo de volume e construção: são 394 passes e 17 assistências para finalização (passes decisivos) neste Brasileirão, evidenciando sua importância na construção do Bahia. Com 86,2% de acerto nos passes e quatro cruzamentos precisos, ele une quantidade e qualidade no terço final do campo.

Por outro lado, Alex Sandro ostenta uma precisão superior em passes no campo adversário, mas com um volume de jogo menor.
Embora o lateral do Flamengo leve vantagem no acerto dos cruzamentos (33,3%), sua produção ofensiva é mais tímida: registrou apenas 4 passes decisivos e ainda não contabiliza participações diretas em gols nesta edição do Brasileirão.

Letalidade no ataque
Os números são incontestáveis: se Carlo Ancelotti busca um lateral com DNA ofensivo, Luciano Juba é o nome. Com um passado pela ponta, Juba mantém sua "memória de ataque" intacta e transforma o corredor esquerdo do Bahia em uma extensão da linha de frente.
Nos últimos cinco compromissos pelo Brasileirão, o atleta somou três gols e uma assistência. Além de criar quase o triplo de chances de Alex Sandro, Juba impressiona pelo volume de finalizações: são 38 na temporada, um número altíssimo para quem parte da defesa e que o consolida como o motor criativo do Esquadrão.

A infiltração e o oportunismo
Com nove finalizações no alvo e um aproveitamento de 64,3% nos chutes, Luciano Juba ostenta números atípicos para um defensor. Sua presença constante no bico da área e na zona central de finalização evidencia que a dobra pelo corredor esquerdo com Erick Pulga tem sido um dos grandes trunfos do Bahia em 2026.
O mapa de calor da Opta traduz visualmente essa movimentação: Juba não se limita à linha de fundo; ele busca a diagonal, invade a área e arrisca finalizações mesmo de ângulos complexos, comportando-se como um verdadeiro elemento surpresa no ataque tricolor.

O esvaziamento no mapa ofensivo de Alex Sandro é o retrato fiel de seu papel no Flamengo: um lateral de contenção. Com raras invasões na área para finalizar, sua prioridade não é o risco à meta adversária, mas sim a manutenção da posse e o suporte com cruzamentos.
Por outro lado, mesmo com uma minutagem superior, Luciano Juba mantém uma regularidade impressionante desde a última temporada. Não por acaso, a cada atuação decisiva, o coro de "Juba é Seleção" ganha força nas arquibancadas da Fonte Nova.
Resta saber se, na convocação de maio, Carlo Ancelotti priorizará os dados estatísticos ou outros critérios táticos para definir quem vestirá a amarelinha na Copa.
