Carlo Ancelotti mudou praticamente todas as peças no intervalo para rodar o time, dar minutos a todos os jogadores e evitar desgaste físico. Somente Léo Pereira atuou durante os 90 minutos. Com isso, vimos duas seleções completamente diferentes em campo.
Veja como foi Brasil 6x2 Panamá
Os números mostram desempenhos distintos entre as duas etapas no Maracanã. No primeiro tempo, apesar de abrir o placar logo no primeiro minuto com um golaço de Vinícius Júnior, o Brasil encontrou mais dificuldades diante de um Panamá bem organizado, armado pelo técnico hispano-dinamarquês Thomas Christiansen.

Em certo momento, após o empate panamenho, a impressão era de que a equipe visitante estava mais próxima do segundo gol. Os números do Flashscore apenas do primeiro tempo dão o tom do equilíbrio.
Os dois times finalizaram oito vezes e acertaram o alvo em quatro oportunidades. A equipe panamenha teve até mais posse de bola: 52% contra 48%.
O Brasil conseguiu defender melhor a área, obrigando o Panamá a finalizar mais de fora. Com isso, o número de gols esperados (xG) dos panamenhos acabou ficando quase quatro vezes abaixo do brasileiro.
Das oito finalizações de cada equipe, o time de Ancelotti chutou seis vezes de dentro da área e duas de fora. Na equipe de Christiansen, os números se inverteram.
Mudanças no 2º tempo
Com o placar marcando 2 a 1 no intervalo, Ancelotti colocou todo o banco em campo. Léo Pereira só não foi substituído porque o Brasil tinha apenas 10 jogadores disponíveis no banco, devido às ausências de Gabriel Magalhães, Gabriel Martinelli e Marquinhos, que disputaram a final da Liga dos Campeões.
Havia ainda a lesão de Neymar. Além disso, Danilo era a única opção para a zaga, pois Ibañez entrou na vaga de Wesley na lateral direita.
O time considerado reserva mudou a cara do jogo. O indicador mais óbvio é o placar: o 2 a 1 virou 6 a 2. A Seleção Brasileira dobrou a produção de gols, mas não apenas isso: também dobrou o número de finalizações no alvo (4 para 8) e aumentou em 50% o total de chutes, subindo de oito para 12.

A equipe também passou a ter mais a bola. O time de Ancelotti registrou 61% de posse na segunda etapa. Ajudou o fato de a equipe ter errado menos passes. O índice de acerto subiu de 84% para 91%. Além disso, o Brasil conseguiu mais desarmes: foram três nos primeiros 45 minutos e cinco nos últimos.
Enfrentando uma defesa panamenha mais cansada, a Seleção passou a criar mais oportunidades claras de gol. Foram cinco no segundo tempo contra duas na primeira etapa. Isso também se refletiu no xG, que subiu de 1,13 para 2,27.

No começo da partida, apesar da empolgação inicial com o gol relâmpago de Vini Jr., foi possível observar um Maracanã pouco empolgado com o jogo, acompanhando a partida mais em silêncio.
Já na segunda etapa, com o time jogando mais solto e a goleada sendo construída rapidamente, a sensação era de um estádio muito mais vivo. Ajudou também o fato de as principais jogadas terem saído dos pés de jogadores que mexem com o coração dos torcedores cariocas.
O vascaíno fez uma grande festa com o gol de Rayan e o rubro-negro vibrou com o gol e a belíssima assistência de Lucas Paquetá, enquanto o botafoguense comemorou muito o gol de Danilo Santos. Tudo em um clima de paz e celebração, na despedida marcante da Seleção diante do seu povo.
