O Brasileirão, impulsionado por um poderio econômico incomparável no continente, transformou-se na principal vitrine para quem sonha em disputar o Mundial.
Confira a tabela da Copa do Mundo no Flashscore
A força dessa presença é tão avassaladora que se reflete até mesmo internamente. Na própria Seleção Brasileira, sete atletas que atuam no país carimbaram o passaporte, um grupo de peso que é liderado por Neymar, o camisa 10 do Santos.
Mas o verdadeiro reflexo do impacto do mercado nacional está nas listas dos países vizinhos.
Disputa pelo topo: Paraguai, Uruguai e Equador dominam Série A
A briga para saber qual seleção estrangeira levará mais "brasileiros" para a Copa está acirrada. O Paraguai desponta como forte candidato a liderar esse ranking, ostentando impressionantes oito atletas da Série A em sua pré-lista.
Logo atrás, o Uruguai de Marcelo Bielsa e a seleção do Equador travam um duelo particular. Enquanto a Celeste já confirmou sete nomes da Série A brasileira na Copa — recorde em todas as convocações anteriores do país —, La Tri pode levar o mesmo número de atletas do futebol nacional para o Mundial.

A Colômbia corre logo atrás, assegurando quatro jogadores de clubes nacionais em sua convocação final. Até mesmo a Argentina, atual campeã do mundo, quebrou barreiras: o técnico Lionel Scaloni incluiu o atacante Flaco López, do Palmeiras, na lista definitiva — um feito monumental dado o nível de concorrência na Albiceleste.
Conexão Brasil no Equador
Para entender como essa dinâmica funciona na prática, basta olhar para o Equador. Após a vitória por 2 a 1 sobre a Arábia Saudita, no amistoso realizado no Sports Illustrated Stadium, em Harrison, Nova Jersey, o técnico Sebastián Beccacece utilizou uma formação alternativa justamente para sanar suas últimas dúvidas.
A imprensa equatoriana especula que apenas seis vagas ainda estão abertas no grupo final, e a Série A tem peso de ouro nessa decisão.

Dos 34 chamados por Beccacece nesta fase de preparação, sete defendem clubes brasileiros. São eles: o goleiro Cristhian Loor (Botafogo), os defensores Félix Torres (Internacional), Angelo Preciado (Atlético-MG) e José Andrés Hurtado (Red Bull Bragantino), o meio-campista Alan Franco (Atlético-MG) e os atacantes Gonzalo Plata (Flamengo) e Alan Minda (Atlético-MG).
Logo após o triunfo sobre os sauditas, o Flashscore conversou com o lateral Angelo Preciado na zona mista. O jogador do Atlético-MG fez questão de destacar a força do futebol jogado no Brasil e revelou que o país sempre esteve em seus planos de carreira.
"Sempre foi um sonho poder jogar no Brasil. Antes de me transferir para a Europa, eu tive essa possibilidade. E, bem, agora de volta à América do Sul, estou desfrutando de cada momento", revelou o lateral, que vive a ansiedade de carimbar seu nome na lista definitiva de 26 atletas.
Veja como foi Equador 2 x 1 Arábia Saudita
O preço da competitividade
O nível técnico do Brasileirão serve como uma espécie de "vestibular de alta intensidade" para as comissões técnicas internacionais. Enfrentar um calendário insano e jogar sob constante pressão por resultados prepara os atletas para o cenário de Copa do Mundo de uma forma que poucas ligas fora da Europa conseguem espelhar.
No entanto, a competitividade interna também cobra seu preço. O próprio Preciado é um reflexo disso: embora seja figura no radar de Beccacece e tenha entrado em campo no segundo tempo contra a Arábia Saudita (justamente na vaga de Hurtado, seu concorrente do Bragantino), ele ainda busca a consistência ideal no Galo, onde disputou 16 partidas no ano, mas perdeu espaço recente com o técnico Eduardo Domínguez.

"Está um pouco complicado neste início, mas creio que, com trabalho, essa situação vai melhorar", ponderou Preciado sobre seu momento no clube.
"A partida de hoje (pela seleção) foi para seguir melhorando, trabalhamos de uma boa maneira. Creio que temos possibilidades de convocação. Foi um time muito alternativo, todos aproveitaram cada oportunidade e o importante foi ter vencido e também termos tido minutos em campo", acrescentou.
Com os últimos amistosos no retrovisor e os anúncios das listas finais acontecendo de forma iminente, uma certeza fica clara para todo o continente: o caminho mais curto para o Mundial, hoje, passa obrigatoriamente pelos gramados do futebol brasileiro.

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