O gol da vitória saiu dos pés de Neyser Villarreal, que anotou seu quarto tento em 13 partidas pela Raposa — o primeiro na Libertadores.
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Com o resultado, o Cruzeiro assume a liderança do Grupo D com seis pontos. A Raposa empata em pontuação com o Boca Juniors, mas leva a melhor sobre os argentinos no critério de desempate.
A Universidad Católica, terceira colocada com três pontos, e o lanterna Barcelona de Guayaquil, que ainda não pontuou, completam a rodada nesta quarta-feira (29). O duelo acontece às 21h (de Brasília), no Monumental de Guayaquil.

Esta foi a sexta vitória do Cruzeiro em nove jogos sob o comando de Artur Jorge. Com o resultado, a equipe celeste chega a quatro jogos de invencibilidade na temporada, somando três triunfos e um empate no período.
De quebra, a Raposa derrubou uma sequência de 14 partidas invictas do Boca Juniors, que não perdia desde o dia 8 de fevereiro.

Veja como foi Cruzeiro 1 x 0 Boca Juniors
Arbitragem lamentável no Mineirão
A bola pouco rolou no primeiro tempo entre Cruzeiro e Boca Juniors. Com uma clara proposta de catimba, o time argentino travou o jogo e conseguiu enervar os atletas celestes. A Raposa caiu na armadilha: o que se viu foi um festival de faltas (15 no total) e desentendimentos, potencializado pelas intervenções do árbitro Esteban Ostojich, que picotou a partida e não deixou o jogo fluir no Mineirão.

A etapa inicial terminou com seis amarelos e um vermelho. Adam Bareiro, ex-Fortaleza, foi expulso após deixar o braço no rosto de Christian e receber o segundo amarelo. Ficou evidente a falta de pulso do árbitro uruguaio, que ainda permitiu que o paraguaio demorasse a deixar o gramado, mesmo com os acréscimos irrisórios de apenas dois minutos.

Raposa "espreme" Boca e crava vitória
Na etapa final, com um homem a menos, o Boca Juniors recuou completamente e o duelo virou o típico "ataque contra defesa". No início, o Cruzeiro carecia de velocidade para furar a retranca do gigante argentino. O cenário moroso só mudou com as mexidas precisas de Artur Jorge, que deu mais intensidade ao time ao mandar a campo Neyser Villarreal, formando uma dupla de área ao lado de Kaio Jorge.

E foi justamente o jovem colombiano quem fez os quase 60 mil presentes no Mineirão soltarem o grito de gol. Aos 38 minutos, Matheus Pereira deu um passe açucarado para Kaio Jorge, que atacou o espaço vazio e serviu Villarreal; o garoto só teve o trabalho de empurrar para o fundo das redes. O gol trouxe alívio imediato à Raposa, que reencontra a vitória na Libertadores após o tropeço inesperado para a Universidad Católica em casa.

Confusão no fim
Como já era de se esperar, o duelo terminou em confusão. Assim que o árbitro apitou o fim da partida, os jogadores do Boca Juniors partiram para cima dos atletas cruzeirenses para tirar satisfação. O início de tumulto envolveu seguranças de ambos os lados e o clima esquentou, mas não passou do famoso empurra-empurra. Após alguns minutos, os ânimos se acalmaram, mas fica o alerta: sem o pulso firme da arbitragem, o jogo da volta, na Bombonera, promete ser uma verdadeiro caldeirão.
Próximos jogos
Pela Libertadores, o Cruzeiro volta a campo na próxima quarta-feira (6) para encarar a Universidad Católica, no Chile, às 23h (de Brasília). Antes disso, porém, a Raposa tem o clássico contra o Atlético-MG pelo Brasileirão. O duelo acontece neste sábado (2), às 21h, no Mineirão, com a promessa de casa cheia.

