O treinador, que assume a vaga deixada pelo demitido Roger Machado, chega com contrato válido até o fim da temporada. Dorival inicia sua terceira passagem pelo clube com a missão imediata de apaziguar os ânimos nos bastidores e recuperar a sinergia com as arquibancadas.
Ele reassume a equipe na quinta colocação do Brasileirão, herdando um ambiente desgastado por dois meses de forte pressão da torcida sobre o trabalho anterior — cuja sombra da demissão de Hernán Crespo, em março, ainda ecoava no Morumbi.
Aproveitando o legado
Apesar da turbulência recente que culminou na troca de comando, Dorival rechaçou a ideia de terra arrasada. O treinador elogiou as gestões de seus antecessores e garantiu que vai utilizar a base tática que já está consolidada no elenco.
“Ninguém aqui vai reiniciar do zero. Ao contrário. Já existe uma maneira de jogar, uma estrutura de equipe, e precisamos aproveitar ao máximo o que vinha sendo apresentado", afirmou.
Ciente de que a instabilidade política e as cobranças externas podem atrapalhar o rendimento em campo, o técnico fez um apelo público aos torcedores são-paulinos por um voto de confiança, enfatizando que o momento exige união.
“Com tudo o que está acontecendo, o São Paulo se mantém numa posição de destaque. Vamos precisar de uma recuperação rápida. Será muito importante a aproximação de todo são-paulino para a instituição. Não só o torcedor de volta ao Morumbis, mas que esse ambiente continue acontecendo. Espero que entendam que o clube precisa de paz para encontrar caminhos importantes, o futebol precisa de paz", acrescentou.

“Que tenhamos o nosso torcedor de volta, acreditando muito numa recuperação dessa equipe", concluiu ele, com seu característico presente do subjuntivo.
A reestreia de Dorival Júnior será em casa contra o Millonarios, nesta terça-feira (19), pela fase de grupos da Sul-Americana.
