"Isso (anúncio da Cork Gully) é uma exigência rotineira e legal em qualquer administração judicial, pois eles sabem que os acionistas e credores atuais farão ofertas. Portanto, eles precisam solicitar propostas do público antes de fechar qualquer negócio internamente. Acho que isso é novidade para as pessoas no Brasil, mas esse é o protocolo na Inglaterra", afirmou John Textor em resposta por e-mail enviada à ESPN Brasil.
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O império multiclubes de John Textor vive um capítulo de incerteza nos tribunais ingleses. No centro do imbróglio está a Eagle Bidco — o braço britânico que segura as ações de Botafogo e Lyon.

Devido a uma queda de braço judicial com a gestora Ares e outros credores, o controle operacional dessa subsidiária saiu das mãos do norte-americano e passou para a Cork Gully LLP, uma firma de Londres especializada em "salvar" empresas em crise.
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Entenda o caso
A Ares, que financiou parte da compra do Lyon, acionou a justiça contra a Eagle Holding Football. O resultado foi a nomeação de administradores externos para gerir a holding intermediária (a Bidco).
Por decisão judicial datada de janeiro, John Textor foi suspenso de suas funções como diretor desta unidade específica. Ele perdeu o "botão de comando" administrativo na estrutura britânica.
Para o torcedor alvinegro, o impacto imediato é controlado. Conforme a própria Ares comunicou, Textor permanece à frente da gestão do clube brasileiro neste momento.
A disputa gira em torno de dívidas e garantias. A Ares quer proteger seu investimento no Lyon e, para isso, contesta o controle das ações no Reino Unido. Enquanto os advogados brigam por cada cláusula do contrato, a administração "profissional" da Cork Gully assume o papel de zeladora dos ativos, tentando garantir que a operação não colapse enquanto o mérito da questão não é resolvido em definitivo.

