Os três atletas vestiram parcialmente a camiseta antes da partida contra o Elche nesta terça-feira (15), pelo Campeonato Espanhol, de modo que o slogan "Todos somos caballas" (como são chamados os moradores de Ceuta) não apareceu totalmente já que estava dobrado na altura do peito.
O enclave espanhol de Ceuta, no norte da África, registrou nos dias 30 e 31 de julho uma entrada maciça de dezenas de milhares de imigrantes procedentes do Marrocos.
A maioria retornou ao país africano, mas milhares permaneceram em Ceuta, onde a situação vem se deteriorando, dando lugar a tensões e a manifestações quase diárias da população local, que reivindica um retorno à normalidade.
"São atos institucionais, são atos de clube, não são atos pessoais em que você tenha que manifestar a sua opinião", disse Tebas a vários meios de comunicação, classificando uma "má" atitude dos jogadores.
O dirigente confirmou que a iniciativa desta camiseta, lançada pela associação de empresários da região de Valência, foi autorizada pela liga, ao mesmo tempo em que negou que fosse um tema "de reivindicação política".
Tebas recordou que a LaLiga autoriza o ato, mas são os clubes que decidem o que fazer.
A partida de terça-feira foi a terceira na qual esta iniciativa foi colocada em prática, depois do jogo entre Levante e Barcelona, no fim de semana, em que apenas o Levante entrou em campo com a camisa, e do confronto entre Villarreal e Betis, na segunda-feira, em que ambos os times a usaram.
A polêmica também apareceu neste último duelo. Ez Abde, atacante marroquino do Betis, vestiu a camisa. O jogador recebeu críticas e ameaças nas redes sociais, às quais respondeu defendendo a natureza social da iniciativa e dissociando-a de qualquer mensagem contra Marrocos.
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