Logo aos 10 minutos da etapa final, Ferrán Torres chegou a balançar as redes, mas o VAR confirmou impedimento no lance. Foi o momento de maior perigo em um segundo tempo marcado pela entrega do Atlético de Madrid, que levou a melhor na "batalha das substituições".
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A situação do Barcelona, que já era difícil, ficou crítica com a expulsão de Eric García aos 34 minutos. Com um homem a mais, o Atleti se fechou e suportou os últimos suspiros do adversário.
Por mais uma temporada, a equipe catalã terá de assistir à decisão da Champions pela TV. O Barcelona não disputa uma final do maior torneio de clubes da Europa desde a temporada 2014/15, quando venceu a Juventus por 3 a 1, em Berlim, com gols de Rakitic, Suárez e Neymar. O time italiano descontou com Morata.
Enquanto isso, os Colchoneros seguem vivos no sonho do título inédito e buscam a quarta final de sua história. Agora, o time de Diego Simeone aguarda o vencedor do duelo entre Arsenal e Sporting. No primeiro jogo, os Gunners levaram a melhor por 1 a 0 em Portugal e jogam pelo empate na volta.

Veja como foi Atlético de Madrid 1 x 2 Barcelona
Ensaio de remontada
O Barcelona começou em cima do Atlético de Madrid. A pressão alta da equipe de Hansi Flick acuou os colchoneros e deu resultado imediato: logo aos três minutos, Ferrán Torres passou para Lamine Yamal completar com maestria e abrir o placar.
A equipe catalã continuou intensa e o Atlético de Madrid não conseguiu responder à altura. O jogo recuado do time da casa pagou seu preço aos 24 minutos, quando Ferrán Torres acertou um belíssimo chute e venceu Musso.

Embalado pela chance da virada no confronto, o Barça quase ampliou com Fermín López, que apareceu sem marcação na pequena área. A cabeçada, porém, saiu pela linha de fundo. Após a finalização, o jovem espanhol sofreu um choque duro com o goleiro Musso, sendo atingido pela chuteira do adversário, e teve que receber cuidados médicos no gramado.

Atleti marca, resiste e crava a vaga
Mas o destino do jogo seria decidido ainda no primeiro tempo. O Atlético de Madrid seguiu à risca sua rotina de ser um time que gosta de jogar contra a parede. Se a eliminatória tinha voltado à estaca zero com os dois gols do Barcelona, os colchoneros decidiram tirar o pé do freio.

Na primeira jogada ofensiva trabalhada, aos 31 minutos, Llorente cruzou na medida para Lookman completar com qualidade para o fundo das redes. Bastou o limite, o último suspiro de resistência, para o 3 a 2 no conjunto da obra se tornar definitivo. O Atlético de Madrid segurou a tempestade catalã com a força de quem conhece o valor do sofrimento.

Ao apito final, o passaporte para a semifinal estava carimbado com o sangue e a alma de um time que se recusa a cair. Enquanto o Barcelona se despede em silêncio, Madrid ruge, embalada pelo sonho de quem sabe que o destino, por vezes, premia a coragem de quem sabe sofrer.

