É a primeira vez dos Gunners em uma final em 20 anos, desde a derrota para o Barcelona em 2006, e apenas a segunda final da história do clube.
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PSG chega à sua terceira final, exatamente um ano após a segunda (uma vitória épica por 5 a 0 sobre a Inter) e apenas seis anos depois da primeira (uma derrota por 1 a 0 para o Bayern de Munique).
Arsenal embalado após título da Premier League
O time de Mikel Arteta fez uma campanha incrível até a final e venceu todos os jogos na fase de liga, chegando com moral para a decisão.
Depois de conquistar o título da Premier League pela primeira vez em 22 anos, os londrinos do norte chegam com confiança para a partida.
Um dos fatores que pode atrapalhar o desempenho do Arsenal é o desgaste físico, principalmente na reta final da temporada. Foi uma campanha longa e difícil, e o jogo de sábado será o 63º do Arsenal na temporada. Na verdade, o time disputou mais partidas do que qualquer outro clube das cinco principais ligas europeias.
PSG disputou sete jogos a menos
O PSG, por outro lado, jogou apenas 56 partidas, mas se considerarmos a participação na Copa do Mundo de Clubes, o número sobe para 62 jogos.

No entanto, a vantagem de Luis Enrique é que ele conseguiu rodar muito mais o elenco, especialmente nas últimas semanas. Ousmane Dembélé, por exemplo, foi titular em apenas 11 dos 34 jogos do PSG na Ligue 1 e atuou os 90 minutos em apenas uma dessas partidas.
Elenco rodado
Muitos dos companheiros dele começaram só um pouco mais partidas, e Khvicha Kvaratskhelia jogou apenas dois jogos completos em 28 partidas da Ligue 1 ao longo da temporada. Para se ter uma ideia, nenhum dos grandes nomes do PSG atuou nem metade dos jogos do Francês na temporada 25/26.
O capitão Marquinhos jogou mais minutos acumulados na Champions League do que na Ligue 1, mesmo tendo feito 18 jogos a menos na competição europeia.
Apesar de o PSG não ter passeado rumo ao quinto título nacional consecutivo, a conquista foi certamente mais tranquila do que a do Arsenal na Premier League.
No limite físico
Em contraste com os grandes nomes do gigante francês, Martin Zubimendi participou de todos os jogos do campeonato em 25/26, e Declan Rice jogou todos, exceto dois.
Na verdade, dos jogadores dos dois times que atuaram mais de 3.000 minutos, nove dos 12 são do Arsenal. Não que Arteta vá procurar desculpas, é claro.
Ele não poderá contar com Ben White para a final, e Jurrien Timber está avaliado com apenas 25% de condição física. O espanhol pode receber boas notícias em relação a Noni Madueke, já que o ponta tem 50% de chance de atuar em pelo menos parte do que pode ser o jogo mais importante da carreira dele.
Pelo lado do PSG, Achraf Hakimi é dúvida, e Luis Enrique pode deixar a decisão sobre escalar ou não o lateral para o último momento possível. Dembélé, apesar de ter sofrido uma lesão recente, já se declarou apto para jogar.
Kvaratskhelia é o grande perigo
Nos últimos seis jogos em todas as competições, o Arsenal venceu cinco e empatou um, enquanto o PSG venceu três, empatou dois e perdeu um.
Kvaratskhelia tem sido o principal perigo do PSG na Champions League, com 10 gols, além de dividir a liderança de assistências do time (seis). Ele também é quem mais finalizou (49), mais acertou o gol (18) e, com três cartões amarelos, divide a liderança nesse quesito no elenco.
No quesito criatividade, porém, o PSG aposta no ritmo de Vitinha para ditar o jogo. Os 1.553 passes dele nesta edição da Champions são mais que o dobro do melhor jogador do Arsenal nesse aspecto, William Saliba (678).
O Arsenal tem contado com Gabriel Martinelli (seis gols) e Viktor Gyokeres (cinco) para chegar até esta fase da competição, com Declan Rice criando 24 chances nos jogos europeus até aqui.
Além disso, Kai Havertz já marcou o gol do título em uma final de Champions, quando jogava pelo Chelsea contra o Man City em 2021.
PSG lidera em vários quesitos
Nos últimos seis confrontos entre os dois times, o PSG venceu dois, o Arsenal venceu dois e os outros dois terminaram empatados.
Apesar de ser conhecido pelo jogo ofensivo e de passes, o Arsenal está bem atrás do adversário em vários quesitos, o que mostra como a missão dos Gunners será difícil na Puskas Arena.
O PSG lidera em gols marcados (44), finalizações totais (298), chutes no alvo (114) e passes (9.809). O time também é o segundo em aproveitamento de passes (89%).

Usando os mesmos critérios, o Arsenal aparece em sexto em gols (29), finalizações totais (209) e chutes no alvo (86), sétimo em passes (6.358) e 13º em aproveitamento de passes (86%).
Porém, é na defesa que o Arsenal se destaca, ocupando a 36ª posição no ranking de gols sofridos (seis). O PSG está em quinto, tendo levado 22 gols nesta edição da Champions.
Será que a final de sábado será mesmo o encontro entre o ataque imparável e a defesa instranponível?

