Aproveitando a ausência de Carreras, o francês neutralizou quase todas as investidas dos jogadores de Pep Guardiola pelo seu lado e mostrou muita qualidade ao sair jogando desde a defesa. Além disso, em apenas meio jogo, ficou claro que, estando 100%, seria muito difícil tirar dele a vaga de titular.
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Sem hesitar, o camisa 23 do Madrid anulou duas das maiores ameaças do time sky blue, Savinho e Semenyo, que não conseguiram superar Mendy em nenhum momento, parecendo até crianças diante de um adulto nos duelos físicos.

Em apenas 45 minutos, Mendy recuperou a posse de bola três vezes (75% de aproveitamento) e afastou o perigo quatro vezes, dando ao Madrid uma solidez defensiva que faltou durante toda a temporada e que poucos jogadores do elenco conseguem oferecer.
Mas o que mais chamou atenção, em um jogador frequentemente criticado por suas habilidades técnicas, foi a tranquilidade com que saiu jogando mesmo sob a pressão alta do City, como de costume. Tocou na bola 31 vezes e atingiu 90% de precisão nos passes (18 de 20), segundo dados da Opta. Desses 20 passes, três chegaram ao último terço e dois encontraram o destinatário (66,7%).
Um físico que atrapalha
Sem dúvida, o defensor francês contribuiu muito para seu time em uma noite importante de Champions, mas os problemas físicos voltaram a interromper seu ritmo. O lateral saiu no intervalo e não voltou ao gramado. O motivo? Câimbras, diante das quais a comissão técnica preferiu ser cautelosa e o mandou para o banco.

"Ele está sentindo, sim. Não parece bom, agradeço o esforço, corríamos um risco colocando ele em dois jogos seguidos depois de tanto tempo parado. Assumi o risco e agradeço a ele", explicou Arbeloa após o apito final.
A situação de Mendy é complicada nesse sentido. O francês jogou apenas 247 minutos divididos em cinco partidas nesta temporada, mas foi o suficiente para mostrar que, estando saudável, teria um papel importante nos planos do treinador.
