Sendo um duelo entre o ataque mais eficiente da competição e a melhor defesa, alguém teria que ceder para que um deles fosse coroado como o Rei da Europa na Hungria.
Em jogos desse tamanho, os grandes nomes precisam aparecer e decidir nos momentos mais importantes, já que uma atuação de destaque pode ser o diferencial entre vencer e perder.
Veja os detalhes de PSG x Arsenal
O momento recente antes dessa decisão favorecia os londrinos, já que o Arsenal tinha vencido cinco e empatado uma das últimas seis partidas em todas as competições.
Apesar da final estar sendo disputada em campo neutro, na Puskas Arena, o Arsenal foi designado como visitante, e para quem acredita em sinais, vale lembrar que o Arsenal não perdeu fora de casa nesta edição da Champions, somando cinco vitórias e dois empates até chegar a Budapeste.
O PSG venceu três, empatou duas e perdeu uma das últimas seis partidas em todas as competições, mas muitos dos seus principais jogadores chegaram à final bem mais descansados que os adversários, já que nem jogaram metade dos jogos da Ligue 1 2025/26.
Dembélé e Hakimi à disposição do PSG
O time francês ganhou um reforço importante antes do apito inicial com a notícia de que o vencedor da Bola de Ouro Ousmane Dembélé e Achraf Hakimi foram liberados para jogar, mas se seriam eles ou algum outro companheiro que escreveriam os principais capítulos da final, ou até mesmo se algum craque do Arsenal faria isso, só seria possível saber ao final do jogo.
O que se viu nos 120 minutos de bola rolando e na disputa de pênaltis foi um espetáculo de tirar o fôlego, com os dois times merecendo muitos elogios por terem proporcionado um grande jogo.

O belo gol de Kai Havertz para abrir o placar fez dele apenas o quarto jogador na história da Copa dos Campeões/Champions League a marcar em finais por dois clubes diferentes. Como o Arsenal não havia perdido nos 33 jogos anteriores (30 vitórias, três empates) quando o alemão balançou as redes, o sinal continuava positivo para os londrinos.
No primeiro tempo, de fato, o PSG foi apenas uma sombra do time ofensivo que pode ser, mas isso se deveu muito à excelência defensiva de Gabriel Magalhães.
Pena para Gabriel perder o pênalti decisivo
O brasileiro ganhou todos os duelos individuais e desarmes, tanto pelo alto quanto por baixo, fez o maior número de cortes do time (13, quase o dobro de qualquer outro jogador do Arsenal) e ainda recuperou a posse de bola em três oportunidades diferentes.
Por isso, é uma pena que tenha sido justamente o pênalti dele que acabou garantindo a derrota dos Gunners.
Atuações individuais de destaque de Declan Rice e David Raya também poderiam colocá-los como candidatos ao jogador mais importante da noite, mas nem eles nem qualquer outro atleta tiveram mais impacto do que o João Neves do PSG. Mesmo que tenha sido uma atuação de excelência discreta do português.

Ninguém teve impacto maior que João Neves
O jovem de 21 anos foi o único meio-campista titular do time da Ligue 1 a jogar os 120 minutos, e conforme o jogo avançava, ele seguia encontrando espaços com facilidade.
Sempre correndo muito e seguro com a bola, ele frequentemente estava um passo à frente dos adversários em termos de raciocínio, conseguindo criar jogadas de costas para o marcador e tirando o rival direto da jogada.
Os 23 duelos disputados por ele no chão foram o maior número entre todos os jogadores das duas equipes, enquanto os 10 duelos aéreos tentados ficaram só dois atrás dos 12 de Havertz.
Vencer a maioria dos duelos já mostrava a vontade de Neves, e ele ainda recuperou a posse de bola em seis oportunidades (só Achraf Hakimi fez isso mais vezes, 7).
O fato de ter sofrido sete faltas (nenhum outro jogador do PSG sofreu mais de uma) também merece destaque, já que isso quebrou o ritmo do Arsenal em vários momentos da partida, especialmente quando parecia que os Gunners estavam retomando o controle.
Três desarmes tentados foram o maior número do time, e vencer dois deles igualou o melhor desempenho desse fundamento entre todos os jogadores. Sem contar que as duas interceptações dele também foram as melhores do PSG.

Quatro finalizações foram o maior número entre os franceses, junto com Dembélé, e os 11 toques de Neves na área do Arsenal também foram destaque absoluto na noite.
Apesar de ter sido apenas um dos três jogadores de linha do PSG com aproveitamento de passes abaixo de 90% (87,5%), sua atuação completa compensou qualquer falha.
Uma performance que pode ter passado despercebida por muitos, mas que foi fundamental para ajudar os parisienses a se tornarem apenas o segundo time na história da UCL a conquistar o bicampeonato consecutivo.

