O PSG, que conquistou a edição do ano passado sobre o Tottenham nos pênaltis, pode, mais uma vez, aumentar a diferença a favor dos campeões europeus. E tem mais um inglês pelo caminho, o Aston Villa.
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Desde 1999, quando a extinta Recopa deixou de fazer parte da competição, foram 26 decisões entre o campeão da Champions e o vencedor da Copa da UEFA, depois chamada Liga Europa.
Os campeões da principal competição europeia venceram 18 delas, contra oito títulos dos vencedores da segunda mais importante competição continental. Ou seja, a Champions ganhou 69,2% dos confrontos, contra 30,8% da Liga Europa.
A vantagem ficou mais acentuada nas últimas décadas. Desde 2008, quando o Zenit venceu o Manchester United, apenas o Atlético de Madrid conseguiu ganhar a Supercopa vindo da Liga Europa. E fez isso três vezes, em 2010, 2012 e 2018. Antes, o Sevilla também havia levantado o caneco sem ter vencido a Champions em 2006.
No ranking por países, a Espanha aparece com 17 títulos, somando Real Madrid (6), Barcelona (5), Atlético de Madrid (3), Valencia (2) e Sevilla (1). A Inglaterra tem 10, com Liverpool (4), Chelsea (2), Aston Villa, Manchester City, Manchester United e Nottingham Forest (1 cada).

A Itália é a terceira, com nove, resultado principalmente das cinco conquistas do Milan, além de Juventus (2), Lazio e Parma.
A Supercopa começou oficialmente em 1973, com o confronto entre o campeão da Copa dos Campeões e o vencedor da Recopa. A ideia havia sido apresentada pelo jornalista holandês Anton Witkamp, do De Telegraaf.
“Por que não colocar frente a frente os detentores da Copa dos Campeões da Europa e os vencedores da Recopa?”. Depois da extinção da Recopa, em 1999, o vencedor da Copa da UEFA passou a enfrentar o campeão europeu.

Recordes da Supercopa
O histórico do confronto também mostra alguns embates recorrentes. O Sevilla disputou sete Supercopas e venceu apenas uma, em 2006, justamente contra o Barcelona.
Os catalões perderam outras quatro decisões, em 2007, 2014, 2015 e 2016. O Chelsea apareceu cinco vezes e ganhou duas. O Liverpool, com seis participações, venceu quatro. O Real Madrid, por sua vez, ganhou seis das nove decisões que disputou.
Entre os jogadores, Dani Carvajal e Luka Modric são os maiores vencedores da Supercopa, com cinco títulos cada, todos pelo Real Madrid, nas edições de 2014, 2016, 2017, 2022 e 2024.
Daniel Alves, Karim Benzema, Toni Kroos e Paolo Maldini aparecem logo depois, com quatro. O lateral brasileiro tem uma particularidade: ganhou a primeira pelo Sevilla, em 2006, e as outras três pelo Barcelona, em 2009, 2011 e 2015.

Maldini construiu seus quatro títulos pelo Milan, entre 1989 e 2003. Kroos venceu uma vez pelo Bayern, em 2013, e três pelo Real Madrid. Benzema ganhou as quatro pelo clube espanhol.
Carvajal e Modric também dividem o recorde de participações entre jogadores, com seis. Em número de partidas disputadas, Alessandro Costacurta e Roberto Donadoni lideram, com oito jogos cada.
O maior artilheiro da história da Supercopa é, na verdade, um grupo de nove jogadores, todos com três gols: Oleh Blokhin, David Fairclough, Radamel Falcao, Arie Haan, Terry McDermott, Lionel Messi, Gerd Müller, Rob Rensenbrink e François Van der Elst.

Falcao é o único a ter marcado os três na mesma edição, na vitória do Atlético de Madrid por 4 a 1 sobre o Chelsea, em 2012. A partida também está entre as maiores diferenças de placar da competição. O jogo com mais gols foi o de 2015, Barcelona 5x4 Sevilla.
No banco de reservas, o atual treinador da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, é o maior vencedor. São cinco títulos: dois pelo Milan (2003 e 2007) e três pelo Real (2014, 2022 e 2024).
O italiano ainda está no seleto grupo de treinadores que também levantaram o troféu como jogador. Em 1990, também defendendo as cores rossoneri do Milan.

