O novo estádio, que contará com grandes arcos de concreto sob um teto branco, terá a difícil missão de substituir no coração dos torcedores o histórico San Siro a partir da temporada 2031/2032.
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"É mais baixo no meio e mais alto nas bordas", ressaltou o arquiteto britânico Norman Foster em entrevista coletiva em Milão.
O desenho prioriza a ideia de proporcionar aos torcedores a sensação de estarem mais próximos do campo, com arquibancadas especialmente inclinadas nos setores atrás dos gols, a 37 graus, destacou David Manica, especialista em construção de estádios que trabalhou neste projeto ao lado de Foster.
Patrocinado pela gigante italiana de seguros Generali, os detalhes do novo estádio foram apresentados nesta quinta-feira no Castelo dos Sforza, outro símbolo da capital lombarda.

A acústica também foi levada em consideração, e a cobertura superior ficará acima de toda a área das arquibancadas, deixando apenas o gramado a descoberto.
Além de jogos de futebol, o futuro Generali Stadium poderá receber eventos de futebol americano, rúgbi e shows musicais, ressaltou Manica.
Milan e Inter desembolsaram 197 milhões de euros (R$ 1,1 bilhão na cotação atual) para adquirir o estádio atual e as áreas adjacentes de estacionamento de veículos, onde planejam erguer sua nova casa compartilhada.
O projeto do novo San Siro, que terá capacidade para 71.500 espectadores em vez dos 75.000 atuais, custará aos dois clubes 1,2 bilhão de euros (R$ 7,1 bilhões)
As obras devem começar em 2028.
Norman Foster e David Manica já trabalharam juntos no projeto do estádio de Wembley, em Londres.
O atual San Siro é um dos estádios europeus mais emblemáticos. Inaugurado em 1926, passou por várias reformas e é frequentemente comparado a uma catedral de concreto.
