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"Infantino dirige a FIFA como uma ditadura", diz grupo de direitos humanos

A carta da FairSquare traz novos problemas para Infantino
A carta da FairSquare traz novos problemas para InfantinoČTK / imago sportfotodienst / JOERAN STEINSIEK

Em carta enviada à Federação Internacional de Futebol (FIFA), a organização FairSquare exigiu a exclusão de Gianni Infantino da eleição presidencial do próximo ano. O argumento apresentado é que o suíço já se encontra no seu "terceiro e último" mandato e uma recandidatura no congresso de março de 2027 violaria o limite estabelecido nos estatutos.

Infantino assumiu o cargo em 2016, após os escândalos de corrupção na FIFA, sucedendo a Joseph Blatter. Em dezembro de 2022, a federação anunciou, após uma reunião do Conselho, que o período de 2016 a 2019 não contaria para o limite de mandatos de Infantino.

A organização FairSquare, que já apresentou uma queixa à Comissão de Ética da FIFA devido à proximidade de Infantino com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, critica o fato da federação nunca ter comunicado uma "base legal" para tal decisão.

A regra sobre o limite de mandatos é "clara" e "não prevê qualquer exceção com base na duração completa ou incompleta do mandato, nem na natureza do congresso – ordinário ou extraordinário – em que a eleição teve lugar", citou o portal The Athletic da carta dirigida a três membros de um comitê de revisão da FIFA, subordinado ao Comitê de Governância, Auditoria e Compliance.

FairSquare questiona interpretação da FIFA

A FairSquare argumenta, assim, que "uma interpretação que ignorasse os primeiros três anos de mandato contrariaria igualmente o espírito e o objetivo da regra". Por isso, a organização pediu à FIFA que "faça cumprir as suas próprias regras e exclua Infantino de uma nova candidatura", informou na segunda-feira (17).

O tratamento deste tema é, segundo FairSquare, mais um exemplo de que Infantino "dirige a FIFA mais como uma ditadura do que como uma democracia". Devido ao seu plano de investidores para o Mundial, entretanto abandonado, o presidente da FIFA tem estado sob críticas há várias semanas.

As confederações continentais da Europa, Ásia e América do Norte e Central endureceram a sua posição em relação a Infantino, embora algumas federações nacionais dessas confederações tenham garantido apoio ao dirigente de 56 anos. Até ao momento, nenhum potencial adversário se apresentou.