Julio Casares esteve à frente da presidência do São Paulo entre janeiro de 2021 e janeiro de 2026. O dirigente foi afastado do cargo com um impeachment no início deste ano, em votação com 188 votos a favor (80%) e 45 contrários (19,1%), além de 2 em branco. Eram necessários 170 votos para a aprovação do pedido — dois terços dos 254 conselheiros aptos.
A expulsão do ex-presidente do São Paulo do quadro associativo foi uma recomendação da Comissão de Ética do clube por gestão temerária ou irregular. Casares também é investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público por supostas irregularidades durante seu mandato.

Segundo apurou o Ministério Público, que investiga o ex-presidente, o processo aponta cerca de R$ 1 milhão em gastos com cartão corporativo e cerca de R$ 7 milhões em saques ligados a Casares.
A Comissão de Ética entendeu que parte desse montante precisa ser ressarcida, mas o valor exato ainda depende de apuração do departamento financeiro do São Paulo e de validação posterior pelo Conselho Fiscal.
No final de julho, Julio Casares pediu desligamento do quadro associativo e renunciou ao seu cargo de conselheiro, em uma tentativa de evitar a expulsão. Porém, assim como no seu impeachment, a tática não deu certo.
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