"Meu melhor título": Marquinhos abre o jogo sobre abraço em Gabriel Magalhães na Champions

Gabriel Magalhães abraça Marquinhos após a final da Champions
Gabriel Magalhães abraça Marquinhos após a final da ChampionsRICHARD HEATHCOTE / GETTY IMAGES EUROPE / GETTY IMAGES VIA AFP

A liderança de Marquinhos na Seleção Brasileira vai muito além das taças. Quando o compatriota Gabriel Magalhães desabou em lágrimas após perder um pênalti decisivo na Champions League, o capitão do PSG interrompeu sua própria comemoração para consolar o companheiro de zaga. Um gesto de sensibilidade e respeito que, para o próprio defensor, teve um valor maior do que qualquer conquista em campo.

"Falei a ele (Gabriel Magalhães) que tinha sido minha maior vitória naquela noite, que foi legal a repercussão que teve, veio minha mãe orgulhosa do que eu tinha feito, minha esposa, família, irmãos. Foi o melhor título que tive na noite", disse Marquinhos, logo na primeira entrevista coletiva da Seleção Brasileira em Nova Jersey, no hotel The Ridge. 

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Ao ver a dor do companheiro de Seleção, passou um filme na cabeça de Marquinhos: o da Copa do Mundo de 2022, quando ele próprio viveu o drama de errar um pênalti decisivo contra a Croácia, nas quartas de final.

No fim das contas, Marquinhos provou ser o tipo de líder que lidera pelo exemplo.

"Estava pronto já para comemorar, mas quando começo os primeiros passos correndo eu tenho essa imagem do Gabi de frente para mim, é a mesma imagem que tenho quando errei também na Copa de 2022. E nesse momento me reverti a pensar um pouco no meu companheiro, a ter um pouco de empatia como ele naquele momento", recordou. 

"Vivemos o mesmo momento, não sei a dimensão para ele, mas para mim foi difícil. Assim como eu gostaria de ter recebido um abraço naquele momento, eu simplesmente deixei minutos da comemoração para ir ali dar um abraço e falar duas ou três palavras para ele", acrescentou o zagueiro. 

Marquinhos chega à sua terceira Copa do Mundo preparado para fazer história. Inspirado por icônicos capitães da Seleção Brasileira, o zagueiro já deu demonstrações claras de sua importância, tanto para a própria geração quanto para os jovens que estão chegando ao time verde-amarelo.

"Ser capitão da Seleção em uma Copa do Mundo, a gente vê todos os capitães lendários que passaram por esse momento (...) Fico muito honrado, muito feliz. Ser capitão não é só ter aquela braçadeira no braço e jogar bola. Ser capitão é muito mais, vem primeiro da pessoa e do que você pode agregar ao grupo e companheiros".

"Não é só o momento das quatro linhas. Nesse momento de 2026 quanto ao de 2022 me sinto muito mais preparado. Com a experiência desses quatro anos loucos que tive depois de 2022 trago muita bagagem e experiência para entregar à seleção brasileira", concluiu o zagueiro. 

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