O anúncio veio depois de Burnham dizer que ficaria “realmente preocupado” se os donos do City vendessem o clube, após o dez vezes campeão inglês ser considerado culpado de violar as regras financeiras da Premier League.
Confira a classificação da Premier League
Burnham, prefeito da Grande Manchester de 2017 a junho de 2026, foi criticado por parecer demonstrar apoio à cúpula do City. Downing Street precisou recuar em seguida e insistiu que ninguém está “acima das regras”.
Ainda assim, surgiram pedidos de esclarecimento sobre a relação de Burnham com os donos do City, que promoveram investimentos significativos em Manchester por meio de parcerias com autoridades locais.
O City pertence ao Abu Dhabi United Group (ADUG), controlado pelo xeque Mansour bin Zayed al-Nahyan, membro da família real dos Emirados Árabes Unidos.
“Em outubro de 2021, Andy Burnham, na função de prefeito da Grande Manchester, teve uma reunião formal com Khaldoon Al Mubarak na Cúpula Global de Investimentos do governo britânico, organizada pelo Departamento de Comércio Internacional", afirmou um porta-voz da GMCA.
Escândalo financeiro do Manchester City
Em 29 de setembro, o Manchester City foi considerado culpado pela Premier League de todas as acusações relacionadas a violações das regras financeiras da liga ao longo de nove temporadas, de 2009 a 2018. As punições ainda serão definidas pela liga inglesa.
A investigação de quatro anos foi julgada por uma comissão independente. O City nega qualquer irregularidade e promete recorrer.
“Como prefeito, ele foi convidado do Manchester City FC para partidas em casa em algumas ocasiões, incluindo o jogo de despedida de Vincent Kompany, em setembro de 2019, quando encontrou o presidente informalmente nas arquibancadas. Esses compromissos foram declarados da maneira habitual.”
O comunicado acrescentou que, durante o mandato de Burnham, “representantes dos clubes esportivos da Grande Manchester participavam regularmente de delegações empresariais nas visitas internacionais do prefeito.
“Isso incluiu representantes do Manchester United viajando para Austin e Dublin, o Lancashire Cricket Club integrando uma delegação à Índia e funcionários do Manchester City FC apoiando visitas à China e ao Japão.”
Oposição cobra transparência
O City foi considerado culpado de violar mais de 100 regras financeiras da Premier League ao firmar contratos “fictícios” para inflar artificialmente receitas e reduzir custos ao longo de nove temporadas, entre 2009 e 2018.
O atual líder do Campeonato Inglês recorreu da decisão, alegando que ela contém “erros materiais claros, de direito, princípio e fato, e não é segura”. Se perder o recurso, o clube pode sofrer uma pesada perda de pontos ou até ser excluído da Premier League.
Louie French, porta-voz do Partido Conservador para assuntos esportivos, disse que o comunicado trazia “pouquíssimas informações sobre essas reuniões, o que foi discutido e o que pode ter sido acordado”.
Para ele, a nota ficou “longe da transparência total que os torcedores de futebol merecem”. “Burnham não pode se esconder atrás da GMCA — ele precisa assumir a responsabilidade por isso”, acrescentou.
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