Em uma carta enviada nesta segunda-feira (28) aos presidentes das seis confederações continentais da FIFA, à qual a Agence France-Presse teve acesso, Infantino afirmou que apoiaria "o maior nível de financiamento adicional que possa ser concedido de forma responsável", embora tenha advertido que nenhum dos valores debatidos constituía um compromisso aprovado.
Infantino afirmou que a proposta, já descartada, de vender parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo, que provocou pedidos de demissão, tinha como objetivo gerar recursos adicionais para o futebol.
"A recente proposta comercial, agora retirada, tinha como objetivo permitir que a FIFA investisse mais no futebol", escreveu Infantino.
Em 18 de setembro, dois críticos de Infantino, o principal dirigente do futebol europeu, Aleksander Ceferin, e seu homólogo na entidade que rege o futebol da América do Norte, da América Central e do Caribe, Víctor Montagliani, afirmaram que cada uma das associações-membro da FIFA deveria receber US$ 10 milhões (R$ 52,2 milhões) ao longo dos quatro anos entre 2027 e 2030.
Infantino respondeu sugerindo que igualaria qualquer outra oferta.
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"Apoiarei o maior nível de financiamento adicional que possa ser concedido de forma responsável por meio do processo de governança adequado da FIFA", afirmou.
A FIFA confirmou no início de setembro que Infantino concorrerá à presidência nas eleições de março do próximo ano, apesar das críticas provocadas por seu plano, já abandonado, de introduzir investimento privado nas Copas do Mundo masculina e feminina.
Infantino não está sem apoio: a Arábia Saudita, anfitriã da Copa do Mundo de 2034, manifestou seu respaldo no mês passado, enquanto a entidade máxima do futebol africano, a CAF, e a sul-americana CONMEBOL também demonstraram apoio.
