Stabile foi denunciado pelo MP de São Paulo por apropriação indébita continuada após utilizar recursos do Corinthians para contratar segurança privada.
Em documento enviado à Justiça, a defesa do dirigente sustenta que a contratação da empresa de proteção foi indispensável para resguardar sua integridade física diante de um cenário de intimidações promovidas por torcedores organizados.
Segundo informação da ESPN publicada nesta quarta-feira (16), a defesa do cartola apresentou diversas mensagens e fotos de armas de fogo, além de uma intimidação direta na qual um torcedor expôs o endereço residencial do cartola e prometeu que iria "furá-lo de bala".
O ambiente de coação teria se intensificado após o imbróglio envolvendo a permanência do atacante. O Timão chegou a anunciar que não renovaria com Depay, mas voltou atrás.
Stabile relembrou a fixação de faixas com os dizeres "acabou a paz" na porta de sua casa em agosto de 2026, além do vazamento de dados pessoais e bancários seus, de sua esposa e de suas filhas.
O documento também cita episódios como a invasão ao Parque São Jorge e o histórico de agressões sofridas por ex-jogadores do clube, a exemplo do meia Luan e do goleiro Cássio.
Em nota, o Corinthians afirmou nesta quarta que seu presidente precisou contratar segurança particular de forma "urgente" por conta do "cenário" de violência.
O MP acusa Stabile de apropriação indébita de R$ 721 mil do clube para arcar com sua segurança pessoal.
