Zverev venceu Shelton por 6-3, 7-6 (2), 5-7 e 6-2. O norte-americano lutou para se livrar da pressão diante de 23 mil torcedores, que esperavam que ele se tornasse o primeiro tenista da casa a conquistar o título em 23 anos.
Veja a chave masculina do US Open
Aproveitando sua maior experiência, Zverev, aos 29 anos, coroou sua melhor temporada com o segundo título de Grand Slam, após a vitória libertadora em Roland Garros. Essa marca supera a de seus principais rivais, Jannik Sinner e Carlos Alcaraz, que terminaram o ano com uma vitória cada.
Em Flushing Meadows, o alemão soube aproveitar a ausência do italiano Sinner, lesionado, e a eliminação do espanhol Alcaraz, o atual campeão, que sucumbiu nas quartas de final a um Shelton revigorado.
O tenista de Atlanta, pressionado pelo histórico, esteve longe de sua forma excepcional habitual no domingo. Em sua primeira final de Grand Slam, no maior palco do tênis mundial e diante de sua torcida, Shelton mostrou nervosismo desde o primeiro game, quando perdeu o saque com uma dupla falta.
Outra dupla falta deu o primeiro set para um sólido Zverev, que então venceu o segundo set em um tie-break implacável.
O alemão dominava com um saque indefensável até que Shelton conseguiu sua primeira quebra de serviço e levou a final para a alegria da torcida. O jovem de 23 anos comemorou o set quase como uma vitória, mas Zverev apagou o sorriso do seu rosto com uma quebra de serviço no início do quarto set, finalmente vingando sua derrota na final de 2020, quando Dominic Thiem se recuperou de um placar de 2-0 contra.
Em seu ápice de concentração, Zverev levou alguns segundos para perceber que já havia convertido o match point.
Com a derrota de Ben Shelton, os Estados Unidos ainda não conquistaram um título de Grand Slam masculino desde a vitória de Andy Roddick em 2003.
