Abertura da Copa tem novo protocolo e música inspirada no Chicago Bulls

México e África do Sul abriram a Copa do Mundo de 2026
México e África do Sul abriram a Copa do Mundo de 2026Rodrigo OROPEZA / AFP / AFP / Profimedia

A cerimônia de entrada das seleções em campo ganhou uma cara completamente diferente na abertura da Copa do Mundo. Acostumados ao tradicional protocolo adotado há décadas pela FIFA, torcedores, jogadores e até integrantes das delegações precisaram se adaptar a um novo formato que transformou o momento que antecede o apito inicial em um espetáculo visual diferente do habitual.

A principal mudança esteve na disposição dos atletas. Em vez de entrarem em fila e se posicionarem lado a lado para a execução dos hinos nacionais, os jogadores passaram a formar duas linhas voltadas uma para a outra. O novo protocolo inclui não apenas os titulares, mas também os reservas, ampliando a participação de todo o elenco na cerimônia. As crianças que acompanham os atletas também tiveram seu posicionamento alterado, abandonando o modelo mais tradicional dos famosos “mascotinhos” que marcou tantas Copas do Mundo.

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A novidade gerou até alguns momentos de dúvida antes do início da cerimônia. Afinal, trata-se de um formato inédito para muitos dos envolvidos, que estavam acostumados ao ritual adotado em torneios anteriores.

Segundo a FIFA, a mudança busca tornar a apresentação mais inclusiva e visualmente eficiente, permitindo que todos os jogadores sejam vistos pelo público presente no estádio e pelas transmissões de televisão. A ideia é valorizar o coletivo das equipes e criar uma apresentação mais dinâmica para os espectadores.

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Mas se o novo posicionamento dos atletas já chamou atenção, foi a trilha sonora da entrada que provocou a maior surpresa. No lugar do tradicional hino associado às competições da FIFA — que, aliás, já não vinha sendo utilizado da mesma forma desde a Copa do Mundo de 2018 —, o som que ecoou pelo estádio foi uma versão inspirada na histórica música de apresentação do Chicago Bulls, eternizada nos anos dourados da franquia liderada por Michael Jordan.

A escolha imediatamente remeteu à cultura esportiva norte-americana e reforçou a identidade da Copa do Mundo realizada na América do Norte. O clima criado pela música lembrou as grandes apresentações da NBA, trazendo uma atmosfera mais próxima do entretenimento esportivo característico dos Estados Unidos do que das tradicionais cerimônias do futebol internacional.

A mudança simboliza também o desejo da FIFA de aproximar o Mundial de novas linguagens de espetáculo. Em uma Copa que tem os Estados Unidos como um dos protagonistas da organização, a referência ao Chicago Bulls surge como um aceno à cultura esportiva do país e à influência que ela exerce sobre o evento.

A Copa do Mundo de 2026 será realizada de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio conta com 48 seleções, 104 jogos e será disputado em 16 estádios.

 

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