Para cumprir o caderno de encargos da Copa do Mundo, os tradicionais estádios da NFL tiveram que trocar seus gramados sintéticos ou híbridos pelo piso natural. No entanto, assim que a bola deixou de rolar nas sedes que receberam o futebol da bola redonda, os administradores das franquias da liga norte-americana não pensaram duas vezes: começaram o processo de remoção da grama para retornar ao cenário anterior.
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Essa rápida reversão não agradou os atletas da NFL, que iniciaram um forte movimento nas redes sociais. Ao todo, sete estádios da liga receberam gramados naturais temporários durante o Mundial. Diante disso, dezenas de jogadores aderiram à campanha #WorthTheCost ("Vale o custo", em tradução livre), defendendo que a liga invista permanentemente em superfícies naturais e questionando a disparidade de tratamento em relação ao futebol do resto do mundo.
Entre os nomes que lideraram as cobranças está o quarterback Caleb Williams, do Chicago Bears, que questionou: "Por que nós também não podemos ter isso?".
O running back Jonathan Taylor, do Indianapolis Colts, reforçou o coro ao afirmar que "o gramado natural não está fora do nosso alcance. Priorizar os jogadores também não deveria estar".
Já o linebacker Zaire Franklin, seu companheiro de equipe nos Colts, foi ainda mais enfático: "O preço de não fazer nada é pago pelos corpos dos jogadores. Tornem a grama natural obrigatória."
A discussão sobre os pisos de jogo na liga mais rica dos Estados Unidos é antiga e revela uma enorme queda de braço entre atletas e proprietários. Atualmente, metade dos 30 estádios utilizados pela NFL possui gramado natural, enquanto a outra metade utiliza superfícies artificiais — cujo principal argumento para a manutenção é o menor custo de instalação e conservação.
Por outro lado, de acordo com a associação de jogadores (NFLPA), estudos indicam que o gramado sintético provoca maior desgaste físico e aumenta o impacto sobre o corpo dos atletas. Não por acaso, uma pesquisa da entidade aponta que 92% dos profissionais preferem a grama natural.

Dias antes da abertura da Copa do Mundo, a NFLPA já havia se manifestado oficialmente sobre o tema. Em comunicado, a entidade afirmou que o sucesso da adaptação das arenas para o Mundial demonstra que não existem mais barreiras técnicas ou financeiras para a adoção permanente dos gramados naturais.
"O investimento feito para atender grandes eventos mostrou que isso é possível. Os jogadores da NFL, que competem nesses estádios, ajudam a financiá-los e são os responsáveis pelo sucesso da liga, merecem o mesmo compromisso com gramados naturais de alta qualidade", concluiu a associação.
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