"Brasil tem 40% da audiência global de surfe", diz CEO da WSL na América Latina

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"Brasil tem 40% da audiência global de surfe", diz CEO da WSL na América Latina
Ivan Martinho, CEO da WSL, comenta explosão do surfe no Brasil
Ivan Martinho, CEO da WSL, comenta explosão do surfe no Brasil
Flashscore
O Brasil é a principal potência do surfe nos últimos 10 anos. Desde 2014, foram seis títulos mundiais e um ouro olímpico no masculino, domínio que parecia distante há duas décadas. É neste cenário que o Vivo Rio Pro, etapa brasileira da World Surf League (WSL), começa nesta sexta-feira (23), em Saquarema-RJ.

O Flashscore conversou com o CEO da WSL na América Latina, Ivan Martinho, durante o Sports Summit. O evento no Pacaembu, em São Paulo, reuniu líderes e dirigentes da indústria esportiva ao redor do mundo.

O executivo da World Surf League comentou sobre o tamanho do mercado brasileiro no surfe mundial, a possibilidade de uma segunda etapa no Brasil e a renovação da Brazilian Storm. Confira abaixo os principais trechos da entrevista.

Martinho participou de painel com representantes da NBA e da NFL
Flashscore

O Brasil dominou o surfe mundial nos últimos 10 anos, com 6 títulos mundiais no masculino. Qual o tamanho do mercado brasileiro para a WSL?

O Brasil é um dos mercados chave para a WSL. Esse esporte, historicamente, foi dominado por australianos e norte-americanos do ponto de vista esportivo. E o Brasil, nos últimos 10 anos, tem crescido muito. Óbvio que tivemos outras gerações que eram representativas também.

Para dar um número: temos uma base de fãs de 45 milhões de interessados em surfe, pelo IBOPE/Repucom, dos quais 4 mihões são praticantes. Ou seja, 10% praticantes e 90% de interessados. Interessados pela forma que nós temos de contar nossas histórias, por assistir a esporte, por acompanhar o ídolo e assistir aos eventos que fazemos pelo mundo. Hoje, o mercado brasileiro representa 40% da audiência global.

Filipe Toledo venceu a última etapa da WSL, em El Salvador
Divulgação/WSL

Dentro de todo esse domínio brasileiro dentro da água, existe a ideia de uma segunda etapa da WSL no Brasil ou na América do Sul?

Existe. O que nós temos é um calendário com 11 etapas do CT, seis etapas no Challenger e várias no QS. Obviamente existe uma disputa saudável entre as regiões para trazer mais etapas, então, sim. Aqui na América Latina temos duas etapas do CT, uma em El Salvador e uma no Brasil. Temos uma do Challenger que acontece em Saquarema no mês de outubro, além de várias do QS combinadas em mais de 30 eventos. Obviamente temos essa ambição, e meus pares em outras regiões também. Nós temos essa disputa saudável.

A WSL teve uma mudança de comercialização de direitos de transmissão no Brasil, saindo da ESPN e fechando com o Grupo Globo. Como vocês avaliaram esse movimento?

Essa foi uma estratégia definida, nós queríamos fazer essa mudança. Nós brasileiros conhecemos o tamanho do Grupo Globo, e lá nós temos uma cobertura multiplataforma. Então, não temos só a transmissão no SporTV e no Globoplay, e o ge.globo fazendo a cobertura; também estamos no Canal OFF e com entradas editoriais na TV Globo, que tem uma audiência incrível e nada comparável no mundo para um país de 220 milhões de habitantes. A nossa imagem atrelada à Globo nos dá algo que é muito importante para qualquer esporte: alcance e frequência.

Gabriel Medina é dono de três títulos mundiais de surfe
Profimedia

O surfe é um esporte olímpico desde os Jogos de Tóquio, em 2021. Isso aumentou o interesse pela modalidade?

Como qualquer esporte olímpico, a Olimpíada é o maior palco mundial do esporte. Então, obviamente, tem um holofote enorme durante o período da competição. O que acontece é que, tão importante quanto conquistar esse lugar olímpico, é ter uma história para contar, para que essas pessoas que passaram a acompanhar nosso esporte tenham interesse em ficar.

O que a gente vive hoje é um mundo em disputa por atenção. As pessoas já têm as 24 horas por dia delas ocupadas, então, se nós não formos muito bons, não conseguiremos ocupar um pedaço desse tempo. À medida que a gente passou a ter contato através desta grande nova audiência que a Olimpíada nos proporciona, a gente precisa mantê-los.

Na WSL da América Latina, existe a preocupação de a Brazilian Storm passar? 

Como qualquer esporte, nós temos uma geração maravilhosa. Os atletas que são campeões mundiais e que estão no auge têm entre 27 e 29 anos. Apostamos que eles tenham no mínimo mais seis, sete anos de vida profissional de alto rendimento. A boa notícia é que a próxima geração, não só no masculino, como no feminino, já está aí.

João Chianca e Samuel Pupo são provas disso, já que ambos têm 22 anos. O que a gente faz é criar formas de atrair mais meninos e meninas para se profissionalizar no nosso esporte. Estimulando, dando acesso e fazendo mais eventos de base, que são os Qualifying Series. Como qualquer esporte, gerações vencedoras acontecem. Nosso papel é preparar para que, quando essa geração sair de cena, a próxima possa substitui-la de uma maneira tão vencedora quanto.

João Chianca venceu a etapa de Portugal em seu primeiro ano na WSL
Profimedia