A decisão foi unânime, por três votos a zero, e também determinou o pagamento de multa de R$ 20 mil, com prazo de 15 dias. Como já cumpriu parte da suspensão preventiva, o ex-atacante terá outros 340 dias de punição. A defesa pretende recorrer da decisão.
A investigação começou após a identificação de irregularidades em um documento obtido por intermédio do ex-jogador argentino Mancuso, investigado por suposto envolvimento na comercialização de diplomas falsificados.
Segundo a denúncia, a Associação de Técnicos do Futebol Argentino (ATFA) informou à CBF que Diego Souza não possuía registro no curso indicado pela licença. A entidade também apontou divergências no documento, enquanto a Conmebol não encontrou uma licença registrada em nome do brasileiro. Diante das suspeitas, a CBF cancelou o registro do treinador em outubro.
Durante o julgamento, Diego Souza afirmou que acreditava na autenticidade da documentação e que teria sido enganado por Mancuso, que lhe ofereceu uma forma acelerada de obter a licença em 2023. O ex-jogador reconheceu que não frequentou aulas para conseguir o certificado e disse ter procurado a CBF assim que soube da possível fraude.
Contratado pelo Joinville em agosto, ele estava à frente da equipe na Copa Santa Catarina, mas já havia sido afastado da função à beira do campo. O auxiliar Raphael Bahia ficou responsável por comandar o time durante as partidas.

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