No último fim de semana, o senhor Mark Bellingham fez sete gols pelo time master da Inglaterra em uma goleada por 13 a 1 sobre a Irlanda.
Fazendo dupla de ataque com Steve Edkins, que também é o técnico do esquadrão, ele marcou seis vezes no primeiro tempo, deu uma assistência para chegar ao intervalo vencendo por 7 a 0 e fechou a tarde com mais um gol na etapa final.

Mark está acostumado aos gols. Ele teve uma carreira competente no futebol non-league da Inglaterra, passando por 22 clubes em 17 anos enquanto trabalhava como policial para sustentar os filhos que hoje em dia ganham muito mais do que um sargento da região das West Midlands.
O futebol non-league representa as divisões abaixo da Football League, responsável pelo segundo, terceiro e quarto degraus da pirâmide inglesa. Nesse nível, os clubes são em sua maioria amadores ou no máximo semi-profissionais. No Brasil, que não tem tantas divisões, seria equivalente a um patamar intermediário entre a várzea e o profissional.
Segundo uma matéria da BBC, na época da final da Eurocopa de 2024, Mark marcou mais de 700 gols no futebol non-league. Um dos clubes que defendeu, o Leamington FC, que no momento está na zona de rebaixamento da sétima divisão, o descreveu como “o artilheiro mais produtivo” da sua história - 79 gols em 87 jogos.
Foi um fim de semana especial para a família Bellingham. Jude marcou pela 50ª vez com a camisa do Real Madrid e Jobe comandou o meio-campo do Borussia Dortmund no maior jogo do futebol alemão, o clássico com o Bayern de Munique. Mas tenho certeza de que os sete gols de Mark dominaram a conversa na mesa de jantar.
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