"A principal razão é o calor, mas também temos de entender que numa competição como a Copa, disputada em 39 dias, com as equipes podendo jogar oito partidas nesses 39 dias, ter um momento para descansar é extremamente importante", explicou o mandatário.
"O mais importante para nós é garantir que todas as equipes, em cada jogo, joguem em condições iguais. E é muito difícil aceitar que um treinador possa ter a oportunidade de influenciar um jogo fazendo ajustes simplesmente porque está mais calor, enquanto noutro jogo, em que a temperatura é ligeiramente mais baixa, o mesmo treinador não tenha essa oportunidade. Queremos garantir condições iguais para todos, e é por isso que estas pausas são implementadas em todos os jogos", acrescentou.
Infanitno também respondeu às acusações de que a FIFA teria criado um novo espaço publicitário durante as transmissões dos jogos.
A FIFA não recebe "absolutamente nada" com estas pausas, disse o presidente da entidade. "Não há receitas adicionais para a FIFA, pois todos os acordos comerciais foram assinados com bastante antecedência. Portanto, para nós não se trata de uma questão financeira. Para nós, é puramente uma questão esportiva", continuou.

As pausas obrigatórias foram introduzidas nesta Copa pela primeira vez na história do torneio. Elas se realizam aos 22 minutos do 1º e do 2º tempo de cada partida e têm a duração de três minutos, que viram acréscimo no final de cada etapa.
Na maioria dos jogos até aqui, as paradas foram recebidas com vaias das arquibancadas.
A Copa do Mundo de 2026 será realizada de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio conta com 48 seleções, 104 jogos e será disputado em 16 estádios.
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