Natural de Belo Horizonte, Fred passou pelas categorias de base do Atlético antes de deixar Minas Gerais e seguir para o Internacional. O jogador saiu ainda adolescente e completou sua formação no clube gaúcho, onde se profissionalizou e estreou em 2012.
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À época, a mudança de estado foi arquitetada por ninguém menos que Assis, irmão de Ronaldinho Gaúcho, e não gerou nenhum atrito na relação entre Fred e o Atlético-MG. Muito pelo contrário: o jogador sempre deixou claro seu carinho pelo Galo e o desejo de um dia vestir a camisa alvinegra.
Agora, cerca de 16 anos depois de deixar a base atleticana, o experiente volante retorna para finalmente realizar o que não conseguiu em sua primeira passagem: atuar profissionalmente pelo clube onde iniciou a carreira.
Essa trajetória também movimentou quantias milionárias pelo caminho — e o Atlético-MG beneficiou-se diretamente dessas transferências como clube formador.
Carreira que movimentou milhões
A primeira grande transferência aconteceu em 2013. Após se destacar pelo Internacional, Fred foi contratado pelo Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, por 15 milhões de euros. O Atlético-MG, mesmo sem ter sido o responsável pela profissionalização do atleta, recebeu aproximadamente 177 mil euros graças ao mecanismo de solidariedade da FIFA.

Cinco anos depois, veio a maior negociação de sua carreira: o Manchester United pagou 55 milhões de euros ao Shakhtar para contratá-lo. Com direito a cerca de 1,17% do valor por ter participado da formação, o clube mineiro abocanhou aproximadamente 643 mil euros na operação.

Em 2023, Fred mudou novamente de ares. O Fenerbahçe desembolsou 10 milhões de euros fixos ao Manchester United (com outros 5 milhões previstos em bônus e variáveis). Pela negociação, o Galo recebeu mais 118 mil euros referentes ao mecanismo.

Somadas as três operações, Fred movimentou 85 milhões de euros em transferências (considerando o teto previsto no negócio com o clube turco). Desses valores, o Atlético-MG arrecadou aproximadamente 938 mil euros em mecanismo de solidariedade. É preciso lembrar que o Galo dividiu a formação do atleta com o Internacional, por isso as cifras reduzidas.

A conta da volta para casa
A história ganha um novo capítulo em 2026. Após deixar o Fenerbahçe, Fred acertou seu retorno ao Atlético-MG aos 33 anos. Para viabilizar a repatriatização, o Galo pagará 2 milhões de euros (cerca de R$ 12,2 milhões na cotação atual), além de outros 500 mil euros (aproximadamente R$ 3,05 milhões) condicionados ao cumprimento de metas.
A grande curiosidade da operação está no contraste financeiro: somando as três transferências do atleta pelo futebol europeu em valores da época, o Atlético arrecadou cerca de R$ 3,96 milhões em mecanismo de solidariedade. Agora, o clube mineiro investirá mais de três vezes esse valor apenas na taxa fixa de transferência para ter o volante no time principal.
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