Na partida contra o Mirassol, no interior paulista, deixar pontos pelo caminho é algo impensável para um time com o poderio do rubro-negro. É nesse contexto que os números de Pedro no Brasileirão ganham ainda mais peso
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Preterido entre os titulares contra o Cruzeiro, talvez não por acaso, Leonardo Jardim colocou o atacante no segundo tempo, e o Flamengo foi às redes.

São 12 gols na conta de Pedro, ou 31% dos 39 marcados pelo melhor ataque da competição. É mais que o dobro do segundo artilheiro do Flamengo na Série A: Samuel Lino, com cinco.
Os outros 12 jogadores do elenco que já balançaram as redes adversárias, somados, têm 21 gols (a conta chega a 38, porque o Flamengo teve um contra a favor, na partida com a Chape). Ou seja, nem o dobro do que Pedro já marcou.
Versatilidade
Por mais que velocidade e marcação sob pressão não sejam os pontos fortes do camisa 9 (duas características fundamentais no futebol atual), o talento e a precisão dentro da área compensam. E, mesmo assim, a versatilidade do artilheiro não pode ser colocada em xeque.
Dos 12 gols, 11 foram marcados de dentro da área. Dois deles nasceram de contragolpes. Com a perna esquerda, que não é a boa, foram três; outros seis saíram de direita e dois, de cabeça. Pedro começou como titular em 20 jogos, mais do que qualquer outro jogador do elenco rubro-negro.

Independentemente do camisa 9 (ou será que não?), uma vez que Pedro abriu o placar para o Flamengo em cinco oportunidades, o time carioca tem a chance de chegar a seis jogos consecutivos sem derrota no Brasileiro, na visita ao Mirassol.
Ao contrário da temporada passada, o time do interior paulista não é mais imbatível em casa — já são três derrotas na atual temporada. Ainda assim, não perde há cinco jogos no Maião.
Diferentemente do Flamengo, o time paulista aposta bastante nas jogadas pelos lados e na bola parada. Dos 24 gols marcados até aqui pela equipe de Rafael Guanaes, 46% tiveram origem em faltas, escanteios, pênaltis e até laterais.
