A semelhança também aparece no desempenho ofensivo. O Cruzeiro marcou 29 gols em 19 partidas, média de 1,53 por jogo, enquanto o Botafogo balançou as redes 83 vezes em 55 compromissos, média de 1,51. A eficiência para transformar finalizações em gols também praticamente não mudou: são 9,2 chutes por gol no clube mineiro contra 9,4 na passagem pelo time carioca.

Os números de criação seguem em alta. O Cruzeiro produziu 45 grandes chances em 19 jogos, média de 2,37 por partida, muito próxima das 144 criadas pelo Botafogo em 55 confrontos (2,62 por jogo). A posse de bola também aumentou levemente, de 52,2% para 54,6%, reforçando um estilo que prioriza o controle das ações.

Defensivamente, porém, há diferenças. O Cruzeiro sofreu 18 gols, média de 0,95 por jogo, acima dos 0,84 registrados no Botafogo. A equipe mineira também precisa de menos finalizações adversárias para ser vazada (12,7 contra 15,1), embora tenha mantido oito jogos sem sofrer gols, um índice proporcional semelhante aos 23 alcançados na campanha histórica pelo clube carioca.
Velhos amigos

O reencontro deste domingo, no Mineirão, também colocará frente a frente antigos parceiros. No banco do Botafogo estará Franclim Carvalho, auxiliar de Artur Jorge nas passagens por Braga, Al-Rayyan e pelo próprio clube alvinegro. Os dois seguiram caminhos diferentes no retorno ao Brasil: Artur assumiu o Cruzeiro em março, enquanto Franclim iniciou a carreira como treinador principal no Botafogo semanas depois.
Apesar da amizade, ambos adotaram um discurso de total profissionalismo. "No domingo, teremos um Cruzeiro x Botafogo, independente de quem está na frente. É o meu foco. O importante é o Cruzeiro sair vencedor", afirmou Artur Jorge. Franclim respondeu em tom descontraído: "São meus amigos, a quem desejo sucesso, exceto quando jogarem contra mim. Espero que seja eu a sorrir no final".

